Uma operação da Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina que reutilizava suplementos alimentares vencidos para produzir e comercializar novos produtos na Região Metropolitana de São Paulo. O local funcionava de forma irregular e foi descoberto após investigações conduzidas por agentes especializados em crimes contra as relações de consumo.
Durante a ação, os policiais encontraram grande quantidade de embalagens de whey protein com prazo de validade expirado. Segundo a investigação, o material era reaproveitado, reembalado e recebia novas etiquetas antes de retornar ao mercado como se estivesse apto para o consumo.
Esquema colocava consumidores em risco
De acordo com os investigadores, os responsáveis pelo esquema removiam os rótulos originais dos produtos vencidos e realizavam um novo processo de embalagem. A prática pode representar riscos à saúde dos consumidores, já que suplementos alimentares armazenados inadequadamente ou fora da validade podem perder suas propriedades e até sofrer contaminação.
No imóvel também foram encontrados equipamentos utilizados para envase, selagem e etiquetagem dos produtos, além de materiais de origem ainda não identificada.
Produtos foram apreendidos
As equipes apreenderam toneladas de suplementos e matérias-primas que serão submetidas à perícia. A investigação busca identificar a origem dos produtos, a extensão da distribuição e os estabelecimentos que eventualmente comercializavam os itens adulterados.
Os responsáveis pelo local poderão responder por crimes contra as relações de consumo, falsificação de produtos e associação criminosa, entre outras infrações que ainda serão analisadas pela polícia.
O que se sabe até agora
Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina na Grande São Paulo;
Local reaproveitava whey protein com validade vencida;
Produtos recebiam novas embalagens e novas datas de vencimento;
Toneladas de suplementos foram apreendidas durante a operação;
Equipamentos de envase e etiquetagem foram encontrados no imóvel;
Material passará por perícia técnica;
Investigação apura a origem dos produtos e a rede de distribuição;
Responsáveis podem responder por crimes contra as relações de consumo.
Alerta ao consumidor
Especialistas recomendam que consumidores observem atentamente a procedência dos suplementos alimentares, confiram lacres de segurança, informações do fabricante e desconfiem de preços muito abaixo do mercado. Em caso de suspeita, a orientação é comunicar os órgãos de defesa do consumidor e as autoridades sanitárias.