Com Vinicius Júnior em fase artilheira e campanha sólida, o Brasil vence a Escócia por 3 a 0 na quarta-feira (24) em Miami e assegura a liderança do Grupo C do Mundial de Seleções 2026. No mesmo fechamento de fase de grupos, México, Suíça, Holanda e Alemanha também confirmam o topo de suas chaves, enquanto África do Sul, Canadá e Bósnia celebram classificações inéditas para o mata-mata.
Favoritos confirmam força e Brasil ganha protagonista
A rodada consolida um cenário claro para a etapa eliminatória. As seleções mais tradicionais avançam com folga, mas dividem os holofotes com equipes emergentes que desafiam a lógica histórica do torneio.
Em Miami, o time de Carlo Ancelotti enfim apresenta sua atuação mais consistente. O Brasil domina a Escócia, controla o ritmo e transforma a pressão por desempenho em placar confortável. Vinicius Júnior abre o marcador logo aos 7 minutos e volta a balançar as redes pouco antes do intervalo. “Com quatro gols no Mundial, Vinicius está entre os principais artilheiros da competição”, registra a Veja. O atacante se torna o primeiro brasileiro a marcar nas três primeiras partidas de um Mundial desde Ronaldo e Rivaldo em 2002, reforçando a imagem de nova referência ofensiva da seleção.
Matheus Cunha faz o terceiro, após assistência de Bruno Guimarães, e a torcida ainda acompanha o retorno de Neymar à equipe, quase três anos depois da última partida com a camisa amarela. Com sete pontos, o Brasil fecha em primeiro do Grupo C, à frente de Marrocos pelo saldo de gols, e entra no mata-mata com status de candidato natural ao título. A Escócia, derrotada, termina em terceiro e depende da classificação geral entre os melhores terceiros colocados.
Surpresas históricas: África do Sul e Canadá mudam o mapa
Entre as viradas de chave do torneio, a África do Sul simboliza o novo equilíbrio do futebol de seleções. Em jogo de sobrevivência, os africanos enfrentam uma Coreia do Sul que precisa apenas de um empate para se garantir. Resistindo à pressão, marcam com Maseko no segundo tempo e seguram o 1 a 0. “A vitória por 1 a 0 garantiu uma classificação inédita da seleção africana para a fase de mata-mata da Copa do Mundo”, destaca o G1.
O resultado leva a África do Sul ao segundo lugar do Grupo A e empurra a Coreia para a terceira posição, agora à mercê da lista dos melhores terceiros. A classificação sul-africana tem efeito que vai além do campo: reforça o potencial de um mercado ainda em construção e tende a atrair novos investimentos para ligas locais, categorias de base e projetos de formação.
No extremo oposto do continente, o Canadá escreve seu próprio capítulo. Em Vancouver, perde para a Suíça por 2 a 1, mas mesmo assim chega pela primeira vez às oitavas de um Mundial masculino. A equipe da casa atua sob forte apoio nas arquibancadas e exige intervenções decisivas do goleiro Gregor Kobel. A Suíça vence, alcança sete pontos e confirma mais uma presença na segunda fase, a quinta consecutiva. O Canadá termina em segundo no Grupo B, mas sai fortalecido politicamente, esportivamente e comercialmente como anfitrião que entrega competitividade.
México perfeito, Bósnia estreia no mata-mata e Marrocos cresce
No outro polo anfitrião, o México encerra a fase de grupos com campanha irretocável. Em casa, na Cidade do México, a seleção domina a República Tcheca e vence por 3 a 0. “Mateo Chávez abriu o placar aos 54 minutos. Julián Quiñones ampliou sete minutos depois, aproveitando uma confusão dentro da área, e Álvaro Fidalgo completou a vitória nos acréscimos”, descreve a Veja. O resumo do G1 é direto: “A seleção anfitriã venceu a República Tcheca por 3 a 0 e fechou a fase de grupos com 100% de aproveitamento: três jogos e três vitórias.”
Com nove pontos e nenhum gol sofrido, o México se apresenta como uma das campanhas mais sólidas do torneio. O jogo também ganha contornos afetivos: “A partida também teve um momento simbólico: aos 40 anos, Guillermo Ochoa entrou em campo em sua sexta Copa e foi ovacionado pela torcida na Cidade do México”, lembra a Veja. A República Tcheca, com um ponto, está eliminada.
No mesmo Grupo B, a Bósnia cumpre sua parte e vence o Catar por 3 a 1. Entra em campo pressionada pela necessidade da vitória para seguir viva e responde com intensidade. Abre 2 a 0 ainda no primeiro tempo, leva um gol de Hassan Al-Haydos e sofre para segurar a vantagem, mas fecha o placar com Ermin Mahmic na reta final. Com quatro pontos e o terceiro lugar da chave, chega entre os oito melhores terceiros e alcança algo inédito: “a Bósnia venceu o Catar por 3 a 1 e garantiu presença entre os oito melhores terceiros colocados do torneio”, registra o G1. Pela primeira vez, avança à fase eliminatória de um Mundial.
No Grupo C, Marrocos protagoniza um dos jogos mais movimentados da última rodada. Diante de um Haiti já eliminado, sai atrás, busca o empate, volta a sofrer gol e reage com personalidade. Achraf Hakimi e Ismael Saibari iniciam a recuperação. Soufiane Rahimi marca a virada aos 78 minutos, e o jovem Gessime Yassine fecha o 4 a 2. Marrocos soma sete pontos, iguala o Brasil, mas termina em segundo pelo saldo. O Haiti se despede sem pontuar, embora faça sua melhor atuação justamente quando já não tem mais chances.
Holanda, Alemanha e Estados Unidos controlam seus grupos
A quinta-feira (25) confirma a força de outras potências e amplia a sensação de equilíbrio no mata-mata. No Grupo F, a Holanda vence a Tunísia por 3 a 1 e assegura a liderança com sete pontos e saldo de seis gols. “Os holandeses abriram vantagem logo nos primeiros minutos da partida, controlaram a posse de bola durante todo o confronto e fecharam a fase de grupos com sete pontos e saldo de seis gols”, resume a Exame. A Tunísia perde os três jogos e está fora.
No mesmo grupo, Japão e Suécia empatam por 1 a 1 e avançam juntas: os japoneses em segundo lugar, os suecos como uma das melhores terceiras colocadas. O resultado encerra a participação de uma geração japonesa acostumada a frequentar fases eliminatórias, mas agora sem brilho de campanha anterior.
No Grupo D, os Estados Unidos perdem por 3 a 2 para a Turquia no SoFi Stadium, na Califórnia, mas preservam a liderança da chave com sete pontos. A Turquia soma apenas um ponto e está eliminada, apesar da vitória. Austrália e Paraguai empatam sem gols e garantem as vagas restantes: australianos em segundo, paraguaios classificados entre os melhores terceiros.
No Grupo E, a rodada guarda uma das maiores surpresas desta primeira fase. O Equador vence a Alemanha por 2 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e transforma a disputa pela classificação em drama. A equipe sul-americana chega a quatro pontos e assegura presença entre os melhores terceiros. “Mesmo com a derrota, a Alemanha confirmou a primeira colocação do Grupo E e avançou ao mata-mata. Já o Equador chegou a quatro pontos e garantiu uma vaga entre os melhores terceiros colocados”, registra a Exame. A Costa do Marfim completa o trio de classificados do grupo ao derrotar Curaçao por 2 a 0 e assumir o segundo lugar. Curaçao volta para casa sem vitória.
Cruzamentos definidos e pressão em alta no mata-mata
O fim da fase de grupos altera o ritmo do Mundial. A partir de agora, cada jogo elimina. Erros pesam mais, a margem de manobra dos técnicos diminui e a gestão física e emocional dos elencos se torna central.
O primeiro grande duelo confirmado do mata-mata envolve duas seleções em curva ascendente. Holanda e Marrocos se enfrentam na segunda-feira, 29 de junho, às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston. O encontro coloca frente a frente um time europeu experiente, com ataque eficiente, e uma seleção africana embalada por reação, talento individual e defesa competitiva. O estádio texano se prepara para receber uma mistura de torcidas, turistas e curiosos atraídos pela perspectiva de equilíbrio.
Nos bastidores, a definição dos classificados reorganiza planos de federações, patrocinadores e cidades-sede. Campanhas fortes como as de Brasil, México, Alemanha e Holanda projetam audiências altas e alimentam a indústria de transmissões. A presença de estreantes em fases decisivas, caso de África do Sul, Canadá e Bósnia, amplia o mapa de interesse global e expõe o torneio a novos mercados.
Equipes eliminadas antes da hora, como Japão, Tunísia e Curaçao, voltam com relatórios pesados. A queda precoce corta receitas potenciais de premiação e exposição, pressiona dirigentes e alimenta debates internos sobre renovação de elenco e comando técnico. Em paralelo, jogadores em alta, como Vinicius Júnior, reforçam seu valor de mercado e se firmam como rostos do Mundial.
O calendário segue sem folga. As seleções têm poucos dias para ajustar estratégias, recuperar titulares e estudar adversários. Vinicius, Neymar, Ochoa, jovens de Canadá e África do Sul e os veteranos de Alemanha e Holanda entram agora em um torneio diferente, no qual uma noite ruim basta para encerrar o sonho. As próximas semanas dirão se a lógica das grandes camisas prevalece ou se a onda de surpresas da primeira fase anuncia um Mundial mais imprevisível do que os favoritos gostariam.
Quais seleções fizeram campanhas mais fortes na fase de grupos?
Entre as campanhas mais consistentes aparecem Brasil, México, Holanda e Alemanha. O México fecha a primeira fase com 100% de aproveitamento e sem sofrer gols; Brasil, Holanda e Alemanha lideram seus grupos com sete pontos e saldo positivo expressivo.
Onde e quando será Holanda x Marrocos no mata-mata?
Holanda e Marrocos se enfrentam na segunda-feira, 29 de junho, às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, já pela fase eliminatória do Mundial.
Quais seleções conquistaram classificação inédita para o mata-mata?
África do Sul, Canadá e Bósnia alcançam pela primeira vez a fase eliminatória de um Mundial de seleções. Os três países entram no mata-mata como forças emergentes, após campanhas que desafiam hierarquias tradicionais.