O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realiza nesta segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil, um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação está marcada para as 15h e reúne nomes da direita em meio à disputa eleitoral de 2026 e às críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os principais nomes previstos está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. O governador participou pela manhã de uma agenda com Flávio na Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, e também convocou apoiadores para o evento da tarde.
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Tarcísio acompanha Flávio em agenda antes do ato
Flávio e Tarcísio estiveram juntos durante a manhã em uma agenda religiosa na região central da capital paulista. O compromisso começou por volta das 9h e contou também com a presença do senador e pastor Magno Malta (PL).
Com a agenda, Tarcísio não participou pessoalmente do desfile cívico-militar realizado no Sambódromo do Anhembi. O governador foi representado pelo vice-governador Felicio Ramuth (MDB).
Depois do compromisso, Tarcísio reforçou a convocação para o ato na Paulista. A participação do governador é considerada relevante para a articulação eleitoral da direita em São Paulo, já que ele disputa a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes enquanto Flávio concorre à Presidência.
Michelle Bolsonaro cancela participação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que inicialmente havia confirmado presença na manifestação, cancelou a participação no evento.
Segundo a justificativa divulgada por ela, a decisão está relacionada à necessidade de permanecer com o marido, Jair Bolsonaro, que não participa do ato na Paulista.
Mesmo sem Michelle, a organização mantém a previsão de presença de outros nomes ligados ao bolsonarismo, entre eles Nikolas Ferreira, Guilherme Derrite, Gustavo Gayer, André do Prado e Julia Zanatta.
Manifestação ocorre em meio à tensão com o STF
O ato ocorre em um momento de forte tensão política envolvendo o Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes.
A manifestação convocada por Flávio tem entre suas principais bandeiras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF. A pauta também está relacionada às discussões sobre o cenário institucional e à campanha eleitoral de 2026.
A direita, entretanto, não está concentrada em um único evento em São Paulo neste 7 de Setembro. Romeu Zema (Novo) realizou uma caminhada pela Paulista pela manhã, enquanto Renan Santos (Missão) convocou manifestação no Obelisco do Ibirapuera.
PM usa bombas contra manifestantes antes do ato
Antes do início da manifestação de Flávio, a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes nos arredores da Avenida Paulista.
Segundo as informações divulgadas até o momento, o grupo se aproximava da região onde ocorreria o ato e carregava cartazes com críticas a Tarcísio. Vídeos registrados no local mostram pessoas deixando a área em meio à fumaça.
A PM informou que os esclarecimentos oficiais sobre a ocorrência ficariam a cargo da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Até a publicação desta matéria, não havia detalhamento oficial sobre eventuais prisões ou feridos relacionados ao episódio.
Ato reúne aliados e marca campanha de Flávio
A manifestação na Paulista funciona também como um dos principais eventos públicos da campanha de Flávio Bolsonaro neste início da corrida presidencial.
A expectativa dos organizadores é reunir milhares de apoiadores. A concentração foi marcada para as 15h, com presença de políticos e lideranças religiosas alinhadas ao campo da direita.
O evento acontece no mesmo feriado em que Lula participa do desfile oficial em Brasília, enquanto outros candidatos à Presidência adotam agendas próprias em diferentes cidades do país.
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Entenda O Contexto
O 7 de Setembro de 2026 ganhou peso adicional no calendário eleitoral por ocorrer a poucos meses das eleições presidenciais e estaduais. Em São Paulo, diferentes grupos políticos escolheram a data para mobilizar apoiadores e apresentar suas posições sobre o governo federal, o STF e os rumos da disputa eleitoral.
O ato liderado por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista reúne parte expressiva da direita e tem Tarcísio de Freitas entre os principais nomes, enquanto outros candidatos desse campo político optaram por manifestações separadas. A divisão dos atos mostra também a disputa por espaço dentro da própria direita durante a formação das alianças para a eleição de 2026.
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