Uso de inteligência artificial cresce nas empresas, enquanto brasileiros perdem o medo de serem substituídos, aponta pesquisa

Levantamento mostra avanço da IA na rotina profissional, mas revela que a maioria ainda rejeita decisões de contratação totalmente automatizadas
Redação NC News
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Os brasileiros estão usando cada vez mais ferramentas de inteligência artificial no ambiente de trabalho, e o receio de que a tecnologia substitua empregos começa a perder força. É o que mostra uma pesquisa divulgada neste domingo (28), que aponta um aumento no uso da IA por profissionais de diferentes áreas e uma mudança na percepção sobre os impactos dessa tecnologia no mercado.

O levantamento indica que quase um em cada quatro trabalhadores já utiliza recursos de inteligência artificial para auxiliar nas atividades do dia a dia. Ao mesmo tempo, cresce o número de pessoas que enxergam a tecnologia como uma ferramenta de apoio, e não necessariamente como uma ameaça ao emprego.

Segundo os dados, 24% dos entrevistados afirmam utilizar inteligência artificial no trabalho. O percentual representa um avanço em relação aos levantamentos anteriores e reflete a rápida popularização de plataformas capazes de produzir textos, organizar informações, criar imagens, resumir documentos, elaborar apresentações e automatizar tarefas repetitivas.

A pesquisa também revela uma mudança de percepção sobre os riscos da tecnologia. Entre as pessoas que conhecem ou utilizam inteligência artificial, quase metade afirma não acreditar que será substituída por sistemas automatizados.

Especialistas avaliam que, à medida que trabalhadores passam a conviver com essas ferramentas, aumenta a compreensão de que a IA tende a transformar funções e processos, mas dificilmente elimina completamente a necessidade da atuação humana em grande parte das profissões.

Como a inteligência artificial está sendo usada?

O uso da IA deixou de ser restrito às empresas de tecnologia e passou a fazer parte da rotina de diversos setores da economia.

Entre as principais aplicações estão:

elaboração de documentos;
produção e revisão de textos;
atendimento ao cliente;
organização de planilhas;
análise de dados;
criação de apresentações;
pesquisas rápidas;
automação de processos administrativos.

A tendência é que essas ferramentas sejam incorporadas de forma cada vez mais ampla, reduzindo o tempo gasto em tarefas repetitivas e permitindo que profissionais concentrem esforços em atividades estratégicas.

O medo de perder o emprego diminuiu

Embora a inteligência artificial continue provocando debates sobre o futuro do trabalho, a pesquisa mostra que o receio de substituição perdeu intensidade.

Para especialistas, isso ocorre porque muitos trabalhadores passaram a enxergar a IA como uma tecnologia complementar, capaz de aumentar a produtividade, em vez de substituir completamente profissionais.

Ainda assim, setores com funções altamente repetitivas ou baseadas em processamento de informações podem sofrer transformações mais profundas nos próximos anos.

Apesar do avanço da tecnologia, a pesquisa aponta que a maioria dos entrevistados não concorda que empresas utilizem inteligência artificial para tomar decisões sozinhas durante processos seletivos.

A principal preocupação é que algoritmos possam cometer injustiças, reproduzir preconceitos existentes nos dados utilizados para treinamento ou deixar de considerar aspectos humanos importantes na avaliação dos candidatos.

Especialistas em recursos humanos defendem que a inteligência artificial pode ajudar na triagem de currículos e na organização dos processos, mas que a decisão final deve continuar sendo feita por pessoas.

Como a IA deve transformar o mercado de trabalho?

A expectativa é que a inteligência artificial continue ampliando sua presença nas empresas brasileiras ao longo dos próximos anos.

Em vez de substituir todas as profissões, a tecnologia tende a modificar a forma como diversas atividades são realizadas, exigindo dos trabalhadores novas competências, principalmente relacionadas ao uso de ferramentas digitais, interpretação de dados, criatividade, pensamento crítico e capacidade de adaptação.

Empresas também devem investir cada vez mais na capacitação de funcionários para integrar a inteligência artificial às rotinas de trabalho de maneira segura e eficiente.

A expansão da IA representa oportunidades para aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais e acelerar processos internos.

Por outro lado, também amplia a necessidade de qualificação profissional, já que funções tradicionais tendem a incorporar novas tecnologias. Trabalhadores que desenvolverem habilidades para utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio podem conquistar vantagens competitivas no mercado.

A popularização da inteligência artificial ganhou força nos últimos anos com o lançamento de plataformas capazes de gerar textos, imagens, vídeos, códigos e análises em poucos segundos. Desde então, empresas passaram a incorporar essas soluções em diferentes áreas, como atendimento, marketing, finanças, educação e recursos humanos.

Ao mesmo tempo em que especialistas apontam ganhos de produtividade, também cresce o debate sobre regulamentação, ética, proteção de dados e impacto sobre o emprego. A tendência é que a IA continue transformando o mercado de trabalho, exigindo atualização constante de profissionais e empresas.

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