PF avança em investigação sobre desvio de cotas parlamentares

Nova fase da Operação Rent a Car busca aprofundar apuração sobre suposto esquema envolvendo empresa de locação de veículos
Redação NC News
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1°) a terceira fase da operação Rent a Car, batizada de “Galho Fraco II”, que segue com as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos de cotas parlamentares por meio da contratação de uma empresa de locação de veículos.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem medidas judiciais no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Os alvos desta etapa são pessoas apontadas como possíveis operadores do esquema.

Segundo fontes ligadas à investigação, há indícios da participação de agentes públicos, particulares e empresas na movimentação irregular de recursos públicos. A PF apura a possível prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Os investigadores também suspeitam de tentativas de ocultação e alteração de provas.

A operação é um desdobramento da investigação iniciada em 2024, quando a Polícia Federal cumpriu mandados contra assessores suspeitos de desviar verbas de cotas para uma locadora de veículos. Na ocasião, o ministro do STF, Flávio Dino, negou pedidos de busca e apreensão na residência de parlamentares, por entender que não havia elementos suficientes para justificar as medidas.

Já na segunda fase da operação, realizada em dezembro de 2025, foram alvos os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu R$ 400 mil em dinheiro na residência de Jordy.

À época, o deputado afirmou que o valor era lícito e proveniente da venda de um imóvel. Ele também negou qualquer irregularidade e disse ser alvo de perseguição política. Segundo Jordy, a relação entre seu gabinete e a empresa de locação de veículos ocorreu dentro da legalidade.

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