A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (2), uma operação para desarticular um esquema criminoso de receptação de veículos roubados, comercialização de placas clonadas e adulteradas e possível ligação com integrantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
A ação é coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), que cumpre mandados de busca e apreensão em diferentes endereços do município.
Até o momento, o principal investigado foi preso em flagrante em uma residência no bairro Miriambi. Segundo a Polícia Civil, ele estava com uma motocicleta roubada que utilizava a placa de outro veículo.
Como funcionava o esquema?
De acordo com as investigações, o grupo utilizava placas remarcadas, conhecidas popularmente como “clones” ou “cabras”, para ocultar a origem de veículos roubados e facilitar sua circulação e comercialização.
O trabalho de inteligência da especializada identificou um perfil em uma rede social usado para anunciar as placas adulteradas. As publicações também exibiam veículos suspeitos, armas e imagens que, segundo a polícia, indicavam ligação com integrantes do Comando Vermelho.
Ligação com roubos de veículos
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o principal alvo mantinha contato com criminosos especializados em roubos de veículos que atuam nas comunidades do Jardim Catarina, Jardim Miriambi e Salgueiro, em São Gonçalo.
Os investigadores também apuram que ele utilizava um estabelecimento do ramo automobilístico para intermediar a venda de placas clonadas e negociar veículos de origem ilícita.
Durante as diligências, os agentes conseguiram identificar endereços residenciais e comerciais, linhas telefônicas e contas eletrônicas ligadas ao investigado.
O que a operação pretende esclarecer?
Além de cumprir os mandados judiciais, a Polícia Civil busca identificar outros integrantes da organização criminosa e esclarecer toda a cadeia de receptação, adulteração e comercialização de veículos roubados.
Os investigadores também pretendem reunir novas provas para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos no esquema.
O que acontece agora?
O material apreendido durante a operação será encaminhado para perícia e analisado pelos investigadores. As informações obtidas poderão auxiliar na identificação de novos suspeitos e no aprofundamento das investigações sobre a atuação do grupo criminoso em São Gonçalo e em outras regiões do estado.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam e não descarta novas prisões ao longo da investigação.