Quem é Stella Stefanie, secretária presa pela PF e alvo de sanções dos EUA por elo com o PCC

Brasileira é apontada como intermediária em rede internacional de lavagem de dinheiro na Flórida; ela e o chefe, Victor Shimada, sofreram bloqueios do Departamento do Tesouro norte-americano.
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A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira (3) a brasileira Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira durante a deflagração da chamada Operação Exchange. Sem antecedentes criminais e sem responder a processos anteriores, ela entrou no radar das autoridades após ser alvo de punições pelo governo dos Estados Unidos, nesta mesma semana, por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O papel na organização e a ligação com Victor Shimada

Stella Stefanie é parente e atuava profissionalmente como secretária do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada. Ele é apontado como a figura central do esquema financeiro e também está sendo procurado pela Polícia Federal.

De acordo com as investigações do governo norte-americano, Stella desempenhava a função de intermediária na coleta de grandes quantias de dinheiro físico. A secretária fornecia os serviços logísticos considerados essenciais para garantir o funcionamento das operações de lavagem de recursos da rede criminosa.

O elo com a Flórida e a lavagem via criptomoedas

As sanções contra os brasileiros foram formalizadas na última quarta-feira (1º) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump. O governo americano classifica o empresário Victor Shimada como um “elo-chave” entre membros do PCC que operam no estado da Flórida e traficantes internacionais.

Stella Stefanie é parente e trabalhava como secretária do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada. Foto: Reprodução

As acusações norte-americanas contra o empresário detalham um esquema sofisticado, incluindo:

  • A lavagem de mais de US$
  • 30 milhões (aproximadamente R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA.
  • A utilização massiva de criptomoedas para transferir esses valores de volta ao Brasil em nome da facção criminosa.
  • O envolvimento em diversos outros crimes financeiros, paralelos à lavagem de dinheiro do tráfico.

Além de Stella e Victor, os bloqueios americanos atingiram três empresas baseadas no Brasil e uma sediada em Portugal (a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda). Shimada é sócio da empresa portuguesa e da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda.

A conexão com o escândalo no futebol brasileiro

A atuação de Victor Shimada não se restringia ao esquema internacional. No Brasil, o empresário também é investigado por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro no caso VaideBet, que apura o desvio de recursos do contrato milionário de patrocínio firmado entre o Sport Club Corinthians Paulista e a casa de apostas.

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