Médico preso com giroflex e armas na Avenida Paulista deixa a prisão após audiência de custódia

Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito, que foi detido depois de ser flagrado dirigindo um carro com equipamento de uso restrito e armamento na região central de São Paulo
Redação NC News
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Durante a audiência de custódia realizada nesta terça-feira (14), a Justiça concedeu liberdade provisória ao médico Douglas Ramos. Para responder ao processo fora da prisão, ele terá de cumprir medidas cautelares, entre elas comparecer periodicamente à Justiça, não se ausentar da cidade por período determinado sem autorização judicial e pagar fiança. A decisão não encerra o caso, e as investigações continuam.

O caso ganhou repercussão depois que agentes identificaram um carro de luxo circulando com um giroflex ligado — equipamento luminoso de uso exclusivo de veículos de emergência e forças de segurança. Durante a abordagem, os guardas encontraram armas de fogo, munições e um distintivo de assessor parlamentar dentro do veículo.

O que aconteceu na Avenida Paulista?

Segundo a Guarda Civil Metropolitana, a equipe desconfiou do veículo após notar o uso do giroflex durante o deslocamento pela Avenida Paulista.

Ao ser parado, o motorista afirmou ser médico e disse aos agentes que utilizava o equipamento porque estava atrasado para um compromisso. O argumento, porém, não afastou as suspeitas, já que o uso desse tipo de dispositivo é restrito a veículos autorizados por lei.

Durante a vistoria, os agentes localizaram duas armas de fogo, além de munições. O médico afirmou possuir registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), mas, conforme a ocorrência, não apresentou documentos que comprovassem a regularidade do porte no momento da abordagem.

Por que ele foi preso?

O médico foi preso em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e falsa atribuição de função pública.

Além das armas, a GCM apreendeu o giroflex instalado no veículo, munições, um distintivo de assessor parlamentar e o carro utilizado pelo suspeito. Todo o material deverá passar por perícia e integrar as investigações.

O que decidiu a Justiça?

Na audiência de custódia realizada nesta terça-feira, a Justiça decidiu conceder liberdade provisória ao investigado.

A decisão prevê medidas cautelares, entre elas:

  • comparecimento periódico à Justiça;
  • proibição de deixar o local de residência por mais de oito dias sem autorização judicial;
  • pagamento de fiança fixada em cinco salários mínimos.

A liberdade provisória não representa absolvição nem encerra o processo. As investigações continuam e caberá à Justiça analisar as provas reunidas durante a apuração.

Investigação continua

O caso segue sendo investigado para esclarecer a origem dos equipamentos encontrados no veículo e verificar a situação da documentação relacionada às armas.

Até o momento, não há informação sobre eventual manifestação da defesa do médico após a audiência de custódia.

Entenda o contexto

A audiência de custódia é realizada pouco tempo após uma prisão em flagrante para que um juiz avalie se a detenção ocorreu dentro da legalidade e decida se o investigado permanecerá preso, responderá ao processo em liberdade ou ficará sujeito a medidas cautelares.

No caso do médico abordado na Avenida Paulista, a Justiça optou pela liberdade provisória, mantendo a investigação em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência e a eventual responsabilidade criminal do suspeito.

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