Fim do RG? Prazo para trocar pela nova identidade já tem data; veja o que acontece se perder o prazo

Brasileiros precisam se adaptar ao novo modelo de identificação, que usa o CPF como número único e traz versão digital com QR Code
Redação NC News
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O antigo RG tem os dias contados. Os brasileiros terão até 2032 para substituir o Registro Geral pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que passa a usar o CPF como único número de identificação em todo o país. Depois desse prazo, o modelo antigo deixa de valer como documento oficial de identificação.

A mudança já está em andamento em todos os estados e no Distrito Federal, mas ainda gera dúvidas entre milhões de pessoas: é preciso correr para trocar agora? O RG atual perde a validade imediatamente? Quem não emitir a nova carteira pode ter problemas?

A nova identidade foi criada para reduzir fraudes e acabar com a possibilidade de uma mesma pessoa ter diferentes números de RG emitidos por estados diferentes. Com a CIN, o CPF passa a ser o identificador principal do cidadão.

Quando o RG antigo deixa de valer?

O prazo final definido para a substituição do RG pela Carteira de Identidade Nacional é 2032. Até lá, o documento antigo continua sendo aceito normalmente, desde que esteja em condições adequadas de identificação.

A ideia do governo é fazer uma transição gradual, evitando que milhões de brasileiros precisem trocar o documento ao mesmo tempo.

Mesmo com o prazo longo, especialistas recomendam que a população não deixe a emissão para os últimos meses, já que podem existir filas e maior procura nos órgãos responsáveis pelo atendimento.

O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional?

A principal mudança está no número do documento. Antes da CIN, um cidadão poderia ter números diferentes de RG dependendo do estado onde o documento era emitido.

Agora, o CPF passa a ser utilizado como identificação única nacional. Além disso, o novo documento conta com recursos digitais, incluindo uma versão disponível pelo aplicativo Gov.br e um QR Code que permite verificar a autenticidade da carteira.

CPF como número único de identificação;
versão digital pelo Gov.br;
QR Code de segurança;
maior integração dos dados de identificação;
tentativa de reduzir golpes e fraudes.
Preciso pagar para tirar a nova identidade?
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita.

Para solicitar o documento, o cidadão deve procurar o órgão de identificação do seu estado, realizar o procedimento indicado e apresentar documentos básicos, como certidão de nascimento ou casamento.

Em muitos locais, é necessário fazer agendamento antes do atendimento.

Quem ainda não tirou a CIN pode ter problemas agora?

Não. Apesar da mudança estar em andamento, o RG tradicional continua válido durante o período de transição.

O objetivo do prazo até 2032 é justamente permitir que a população faça a troca de forma organizada.

O problema pode aparecer para quem deixar a substituição para a última hora, principalmente com aumento da procura pelos postos de emissão.

Qual é a validade da nova identidade?

A validade da Carteira de Identidade Nacional depende da idade do cidadão:

Pessoas de até 12 anos incompletos: validade de 5 anos;
Pessoas entre 12 e 59 anos: validade de 10 anos;
Pessoas com 60 anos ou mais: validade indeterminada.
A regra considera que mudanças físicas acontecem principalmente durante determinadas fases da vida, por isso existe diferença no período de validade.

Como pedir a nova Carteira de Identidade Nacional?

O cidadão deve procurar o órgão responsável pela emissão no estado onde mora.

No atendimento, normalmente são solicitados: certidão de nascimento ou casamento, documentos pessoais disponíveis, realização de cadastro biométrico e fotografia no próprio local, a foto 3×4 não é mais necessária, pois a imagem é capturada durante o atendimento.

Entenda o contexto

A criação da Carteira de Identidade Nacional faz parte de uma mudança no sistema brasileiro de identificação.

Durante décadas, o RG foi emitido pelos estados e permitia que uma mesma pessoa tivesse diferentes números de registro em locais diferentes.

Com a CIN, o governo busca criar uma identificação nacional única, baseada no CPF, aumentando a integração dos dados e dificultando fraudes.

A troca será gradual e deve acontecer até 2032. Até lá, o cidadão pode continuar utilizando o RG antigo, mas a recomendação é não deixar a emissão da nova carteira para o fim do prazo.

 

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