O Chelsea sacudiu o mercado mundial do futebol neste sábado (18) ao confirmar a contratação do meia Morgan Rogers, do Aston Villa, por estratosféricos 137,5 milhões de euros (cerca de R$ 804 milhões na cotação atual). Aos 23 anos e em destaque pela seleção da Inglaterra no Mundial de Seleções, o atleta entra para a seleta lista das transferências mais caras da história do esporte.
O anúncio do negócio bilionário acontece em meio à disputa do Mundial nos Estados Unidos. Rogers, que assinou um longo contrato de seis anos com o clube londrino, passará pelos exames médicos na próxima segunda-feira, logo após encerrar a sua participação no torneio — a Inglaterra joga neste sábado a disputa pelo terceiro lugar contra a França, em Miami.
Na competição, o meia ganhou minutos decisivos sob o comando de Gareth Southgate e chegou a dar a assistência para o gol inglês na dramática eliminação para a Argentina na semifinal. O passe chamou ainda mais atenção para a joia, que agora cruza a barreira simbólica dos R$ 800 milhões.
Do ostracismo no City ao topo do mundo
A trajetória de Morgan Rogers é marcada por uma ascensão meteórica. Formado nas categorias de base do poderoso Manchester City, o meia ofensivo não conseguiu conquistar espaço no elenco profissional de Pep Guardiola.
Após acumular empréstimos, ele explodiu no Middlesbrough, chamando a atenção do Aston Villa. No Villa, o inglês se consolidou como um jogador de força física, capaz de romper linhas de marcação, conduzir a bola em velocidade e pisar na área adversária com perigo, justificando o investimento pesado do Chelsea, que aposta no jogador como o novo rosto de sua reconstrução esportiva.
A prateleira dos recordes
A transferência não apenas inflaciona o mercado de jovens talentos, mas também quebra recordes importantes. Em Stamford Bridge, Rogers supera nomes de peso e se torna a contratação mais cara da história do Chelsea:
- Morgan Rogers: 137,5 milhões de euros
- Enzo Fernández: 121 milhões de euros
- Moisés Caicedo: 116,2 milhões de euros
No cenário global, o inglês entra para um grupo extremamente restrito. O ranking histórico das maiores compras do futebol mundial passa a ser configurado da seguinte forma:
- 1º – Neymar (PSG): 222 milhões de euros
- 2º – Kylian Mbappé (PSG): 180 milhões de euros
- 3º – Ousmane Dembélé (Barcelona): 140 milhões de euros
- 4º – Morgan Rogers (Chelsea): 137,5 milhões de euros
O desafio de justificar o preço
A leitura tática nos bastidores de Londres é clara: o clube foca na contratação de jovens estrelas na casa dos 20 a 23 anos, diluindo os custos astronômicos em contratos longos (neste caso, seis temporadas).
No entanto, o meia que até pouco tempo atrás enfrentava defesas na segunda divisão inglesa chegará a Stamford Bridge carregando o peso e a pressão de um dos maiores cheques já assinados no esporte. A partir de agora, cada passe arriscado e cada chute a gol de Morgan Rogers será avaliado com uma lupa implacável por torcedores e analistas, que esperam ver em campo um verdadeiro protagonista capaz de liderar o meio-campo azul.