Aliança reúne Arruda, Paulo Octávio e Gim Argello de olho nas eleições do DF

Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio negociam composição de chapa para as eleições deste ano; os três têm histórico de prisão em investigações ligadas à corrupção.
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Três políticos que já passaram pela prisão negociam uma aliança para disputar as eleições de 2026 no Distrito Federal. O ex-governador José Roberto Arruda (PSD), o ex-senador Gim Argello (Avante) e o ex-vice-governador Paulo Octávio (PSD) articulam uma chapa para concorrer ao Palácio do Buriti e ao Senado.

Como será a composição da chapa

A construção da aliança é liderada por Arruda e Gim Argello. Pelo acordo em discussão, o Avante poderá indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Arruda, Paulo Octávio, por sua vez, já foi anunciado como pré-candidato ao Senado.

A definição da vaga de vice-governador segue em negociação. Entre os nomes avaliados está o próprio Gim Argello. Outra possibilidade é a indicação de Jorge Argello, filho do ex-senador.

Também é discutido um cenário em que Paulo Octávio deixaria a disputa ao Senado para compor a chapa como vice de Arruda, abrindo espaço para Jorge Argello concorrer ao Senado.

PSD e Avante devem oficializar as candidaturas durante a convenção conjunta marcada para o dia 26 de julho, quando também serão definidas as chapas proporcionais para a Câmara Legislativa e a Câmara dos Deputados.

Arruda acumula seis condenações

José Roberto Arruda ficou preso preventivamente por dois meses e acumula seis condenações por improbidade administrativa em segunda instância relacionadas à Operação Caixa de Pandora, que investigou um esquema de corrupção no Governo do Distrito Federal entre 2006 e 2009. Paulo Octávio era vice-governador na época.

Até o momento, as condenações somam cerca de R$ 595 milhões em ressarcimento aos cofres públicos, em valores atualizados.

Atualmente ilegível, Arruda tenta viabilizar uma candidatura com base nas mudanças na Lei da Ficha Limpa, que ainda estão em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Paulo Octávio também foi preso

O ex-vice-governador permaneceu preso por cinco dias em 2014, quando foi alvo da Operação Átrio, suspeito de pagamento de propinas a agentes públicos, entre outras irregularidades relacionadas à construção do JK Shopping.

Em janeiro de 2022, Paulo Octávio foi condenado pela 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. Em agosto do mesmo ano, firmou um acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o que afastou as sanções de inelegibilidade e o pagamento de multas previstas em sentença.

Condenação de Gim Argello foi anulada

Gim Argello foi condenado em 2016, no âmbito da Operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça.

Após cumprir mais de três anos de prisão, foi solto em 2019 com base no Decreto de Indulto Natalino, concedido pelo então presidente Michel Temer.

Em fevereiro de 2022, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou integralmente a condenação do ex-senador na Lava Jato.

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