Abel Ferreira ajusta Palmeiras remendado para jogo decisivo no Brasileirão

Abel Ferreira escala Palmeiras com sistema defensivo reforçado para enfrentar Atlético-MG em partida decisiva do Brasileirão.
Redação NC News
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Abel Ferreira ajusta o Palmeiras às pressas para encarar o Atlético-MG, amanhã (26), às 19h30, no Nubank Parque, pelo Brasileirão, com quase um time inteiro desfalcado. Sem quatro jogadores suspensos e outros em fase de recuperação física, o treinador aposta novamente em uma formação com três zagueiros para manter o time competitivo.

Palmeiras chega pressionado e desfalcado

O jogo contra o Atlético-MG surge como teste imediato da capacidade de adaptação de Abel e da comissão técnica. O clube precisa pontuar fora de casa para seguir firme na briga pelas primeiras posições do campeonato, mas entra em campo com limitações em todos os setores.

O Palmeiras tem 4 jogadores suspensos. Barboza e Khellven cumprem suspensão pelo terceiro cartão amarelo, Sosa também está fora pelo mesmo motivo, e Allan termina o gancho imposto pelo STJD. As ausências atingem a defesa e o meio-campo, duas áreas em que Abel costuma exigir organização máxima.

O cenário se complica com problemas físicos. Felipe Anderson trata um edema na coxa esquerda e vira dúvida até a última hora. Vitor Roque e Giay atravessam fase de transição física, treinam com restrições e só entram na lista de relacionados em caso de necessidade extrema, segundo a avaliação interna. Jefté se recupera de cirurgia no joelho direito e não tem condições de jogo, enquanto Flaco López segue fora, em férias após a participação em competição de seleções.

Três zagueiros viram solução de emergência

O volume de baixas empurra Abel para uma solução já testada recentemente. Contra o Coritiba, o Palmeiras adotou uma linha com três zagueiros para compensar as ausências e conseguiu resposta imediata em campo. “A comissão técnica do Palmeiras escalou três zagueiros contra o Coritiba por causa dos desfalques, e o time reagiu muito bem”, relatam pessoas próximas ao departamento de futebol.

O bom desempenho convence Abel a manter a estrutura para encarar o Atlético-MG. A ideia é preservar a solidez defensiva mesmo sem peças importantes nas laterais e na proteção da zaga. Com Barboza suspenso, Bruno Fuchs assume a vaga no trio defensivo ao lado de Gustavo Gómez e Murilo. A escolha dá mais saída de bola pelo lado direito e reforça o jogo aéreo, ponto sensível em partidas fora de casa.

Na ala direita, Giay aparece como o substituto natural de Khellven. O argentino ainda não está no auge físico, mas ganha prioridade pelo conhecimento do modelo de jogo e pela capacidade de atuar tanto por dentro quanto aberto pela linha lateral. O lado esquerdo se mantém com Piquerez, que segue acumulando funções de lateral e meia, ajudando na construção de jogadas.

Meio mantido, ataque ganha Paulinho

O meio-campo é o setor menos mexido por Abel neste momento. A manutenção de Marlon Freitas, Andreas Pereira e Piquerez por dentro busca dar estabilidade a um time que já sofre com trocas forçadas nas laterais e na zaga. O trio oferece boa saída de bola, chute de média distância e capacidade de pressão após a perda da posse.

Na frente, a principal novidade é Paulinho. O atacante cumpriu suspensão contra o Coritiba e agora volta liberado para atuar mais do que 45 minutos no segundo semestre, o que abre espaço para que seja titular amanhã. A presença de Paulinho representa ganho de profundidade, velocidade e presença diária na área, ponto que Abel considera vital quando o time joga com três zagueiros e alas.

A provável escalação desenhada pela comissão técnica tem Carlos Miguel no gol; Bruno Fuchs, Gustavo Gómez e Murilo formando o trio de zaga; Giay e Piquerez nas alas; Marlon Freitas e Andreas Pereira centralizados, com Piquerez também entrando por dentro em vários momentos; Arias e Maurício na criação, aproximando-se de Paulinho no comando do ataque. O desenho alterna entre um 3-4-3 com bola e um 5-4-1 sem a posse, para proteger a área.

Pressão por resultado e teste para Abel

O duelo com o Atlético-MG funciona como termômetro para o elenco diante de um calendário pesado e de um Brasileirão que não admite muitos tropeços. Um bom resultado, mesmo com tantas baixas, tende a reforçar a confiança do grupo e blindar o trabalho de Abel, alvo constante de especulações sobre o futuro por conta de seu sucesso recente e de eventuais sondagens do exterior.

Um tropeço, em contrapartida, alimenta críticas à montagem do elenco e à dependência de certas peças. A sequência de suspensões expõe o limite do grupo e obriga o treinador a explorar alternativas fora da “escalação ideal”. O uso de três zagueiros, que nasce como medida emergencial, pode ganhar status de plano recorrente caso o desempenho se mantenha alto.

Abel e sua comissão usam o pouco tempo disponível para ajustar detalhes de posicionamento e bola parada, já que o miolo do time deve se repetir em relação à última partida. O foco recai na recuperação rápida de quem atua mais minutos e na dosagem de esforços de jogadores que saem de problemas físicos, como Giay e, em outro estágio, Vitor Roque.

Os próximos capítulos passam pela confirmação da lista de relacionados, pelo comportamento do time sob pressão em Belo Horizonte e, sobretudo, pela capacidade do Palmeiras de transformar um momento de escassez em oportunidade de afirmação tática. Se a estratégia funcionar, Abel ganha mais uma carta no baralho para o restante da temporada. Se falhar, abre-se nova rodada de debates sobre o elenco, as escolhas e o quanto o time depende de sua força máxima para competir no alto nível.

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