Professora é morta dentro de casa e tem dedos arrancados para saque de R$ 18 mil; polícia conclui investigação

Segundo a Polícia Civil, aposentada de 64 anos foi vítima de latrocínio na Bahia. Quatro suspeitos foram presos e indiciados após investigação que revelou detalhes chocantes do crime.
Redação NC News
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A Polícia Civil da Bahia concluiu a investigação sobre a morte da professora aposentada Vivaldina Jesus Bonfim, de 64 anos, assassinada dentro de casa em Santa Rita de Cássia, no oeste do estado. Segundo as investigações, ela foi vítima de latrocínio — roubo seguido de morte — e teve quatro dedos da mão direita arrancados pelos criminosos para que eles conseguissem realizar saques bancários usando sua biometria.

Os quatro suspeitos do crime foram presos entre os dias 20 de junho e 3 de julho e, nesta quinta-feira (23), também foram indiciados por associação criminosa. De acordo com a polícia, o grupo conseguiu sacar R$ 18 mil em três operações antes que a fraude fosse descoberta.

Como o crime aconteceu?

Segundo o delegado Leonardo Mendes, responsável pelo caso, o plano teria partido da afilhada da vítima, Maria Eunice Leite de Souza.

A investigação aponta que ela acreditava que Vivaldina guardava dinheiro e joias em um quarto da residência que permanecia trancado e cujo acesso era restrito.

Na véspera do crime, a aposentada pediu ajuda à afilhada para encontrar um pedreiro que realizasse uma reforma na cozinha. A mulher indicou o próprio genro, Cristiano Machado de Oliveira, que foi até a casa acompanhado de João de Souza Andrade, marido da afilhada.

Segundo a Polícia Civil, os dois homens passaram a agredir Vivaldina com o cabo de uma picareta e tentaram obrigá-la a entregar a chave do cômodo. Como a vítima resistiu, Cristiano teria desferido golpes com a ferramenta, atingindo o pescoço da professora, que morreu no local.

Polícia relata violência extrema

Ainda conforme a investigação, enquanto a vítima agonizava, os suspeitos fizeram uma videochamada para as companheiras, mostrando a cena.

Após a morte, as duas mulheres foram até a residência e, segundo a polícia, ajudaram a esconder o corpo, roubar cartões bancários e o celular da vítima.

Os investigadores afirmam que, em seguida, quatro dedos da mão direita de Vivaldina foram arrancados e colocados em um recipiente com gelo para permitir a autenticação biométrica em caixas eletrônicos.

Como os criminosos fizeram os saques?

Na manhã seguinte ao crime, Cristiano Machado de Oliveira e sua esposa, Vitória Souza dos Santos, viajaram para Barreiras (BA).

Segundo a polícia, Cristiano utilizou os dedos da vítima para realizar três saques de R$ 6 mil, totalizando R$ 18 mil.

Os investigadores afirmam que uma quarta tentativa fracassou porque a biometria já não era reconhecida pelo equipamento, possivelmente devido ao estado dos dedos utilizados.

As imagens das câmeras da agência bancária foram fundamentais para identificar os suspeitos.

Celular encontrado ajudou na investigação

Após os saques, os criminosos desbloquearam o celular da professora e tentaram vendê-lo.

Quando um possível comprador desconfiou da origem do aparelho, o grupo decidiu descartá-lo às margens de uma rodovia.

O telefone foi encontrado por um caminhoneiro, que acabou ligando o aparelho em outra cidade. Como o celular era monitorado pelos investigadores, a polícia conseguiu rastrear o equipamento, localizar o motorista e reconstruir parte da movimentação dos envolvidos.

Além disso, dados de localização indicaram que o celular de Cristiano estava em Santa Rita de Cássia no horário do crime e, posteriormente, próximo à agência bancária onde ocorreram os saques.

Suspeita confessou participação

Depois da prisão dos suspeitos, Vitória Souza dos Santos decidiu colaborar com as investigações.

Segundo o delegado, ela confirmou a participação do grupo no crime e forneceu detalhes que ajudaram a esclarecer a dinâmica da ação.

Cristiano negou envolvimento e chegou a apontar outra pessoa como autora do homicídio, versão que foi descartada durante a investigação.

Os quatro suspeitos ainda não constituíram defesa particular e deverão ser representados pela Defensoria Pública da Bahia durante o processo. Até o momento, não houve manifestação da defesa sobre as acusações.

ENTENDA O CONTEXTO

Vivaldina Jesus Bonfim era uma professora aposentada conhecida em Santa Rita de Cássia por ajudar moradores da cidade. Segundo a Polícia Civil, ela foi vítima de um latrocínio planejado por pessoas próximas. A investigação concluiu que os criminosos pretendiam roubar dinheiro e bens da vítima e utilizaram seus dados biométricos para sacar valores da conta bancária após o assassinato. Com a conclusão do inquérito, os quatro suspeitos responderão pelos crimes apontados pela polícia, enquanto o caso segue para análise da Justiça.

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