A China colocou o sul do país em estado de alerta máximo no sábado (25) após a aproximação do tufão Noul, que levou as autoridades a retirarem mais de 340 mil pessoas de áreas consideradas de risco na província de Guangdong.
Além das evacuações em massa, o governo chinês suspendeu serviços ferroviários, reforçou os planos de emergência e orientou moradores das regiões costeiras a permanecerem em locais seguros até a passagem do fenômeno.
Alerta vermelho foi emitido
O Centro Meteorológico Nacional da China emitiu alerta vermelho, o nível mais alto do sistema de monitoramento do país para tufões. Segundo a previsão, o Noul deve atingir a costa da província de Guangdong antes de avançar para o interior, mantendo potencial para provocar danos significativos.
As autoridades alertam para ventos que podem ultrapassar 145 km/h e chuvas capazes de provocar enchentes, deslizamentos de terra e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas cidades.
Voos cancelados e transporte interrompido
Os impactos da aproximação do tufão já começaram a ser sentidos. Em Hong Kong, mais de 150 voos programados para o fim de semana foram cancelados, enquanto parte de um andaime de um edifício desabou por causa da força dos ventos. Apesar do incidente, não houve registro de feridos.
Na província de Guangdong, serviços ferroviários foram suspensos e diversas cidades adotaram medidas preventivas para reduzir os riscos à população.
China reforça prevenção após sequência de tempestades
A chegada do Noul ocorre poucas semanas depois de outros sistemas tropicais atingirem o território chinês, aumentando a preocupação das autoridades com novos danos durante a temporada de tufões.
Todos os anos, o sul da China enfrenta tempestades de grande intensidade entre os meses de verão, período em que governos locais costumam realizar evacuações preventivas para reduzir o número de vítimas.
ENTENDA O CONTEXTO
O tufão Noul se formou sobre o Mar do Sul da China e avançou em direção ao litoral da província de Guangdong. Diante da previsão de ventos fortes, chuvas intensas e risco de enchentes, o governo chinês acionou o nível máximo de alerta e retirou preventivamente mais de 340 mil moradores de áreas vulneráveis. Também foram cancelados voos, interrompidos serviços ferroviários e reforçadas as equipes de emergência. As autoridades acompanham a evolução da tempestade para avaliar os impactos após a passagem do fenômeno.