Greve na CPTM pode afetar milhares de passageiros em São Paulo; veja quais linhas podem parar

Funcionários aprovaram paralisação para o dia 4 de agosto após impasse com o Governo de São Paulo sobre empregos e o futuro da operação das linhas 11, 12 e 13.
Redação NC News
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Uma greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pode afetar milhares de passageiros da Grande São Paulo no próximo dia 4 de agosto. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada na noite de sexta-feira (24) pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil e, se confirmada, deve atingir as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

A decisão ocorre em meio ao impasse entre os trabalhadores e o Governo de São Paulo após mudanças na operação das linhas. A categoria afirma que teme pela manutenção dos empregos e cobra garantias para os funcionários da estatal.

Por que os ferroviários decidiram entrar em greve?

Segundo o sindicato, a paralisação foi aprovada após o Governo de São Paulo convocar funcionários da CPTM para retomarem a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade poucos dias depois de terem sido retirados dessas atividades.

Para a entidade, a medida aumentou a insegurança entre os trabalhadores sobre o futuro dos empregos e reforçou a importância dos profissionais para o funcionamento do sistema ferroviário.

Diante desse cenário, a categoria decidiu aprovar o estado de greve e marcou a paralisação para o dia 4 de agosto.

Quais linhas podem ser afetadas?

Caso a greve seja mantida, os impactos devem ocorrer nas seguintes linhas da CPTM:

  • Linha 11-Coral
  • Linha 12-Safira
  • Linha 13-Jade

As três linhas atendem diariamente milhares de passageiros da capital paulista e da Região Metropolitana, incluindo a ligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, feita pela Linha 13-Jade.

O que os trabalhadores reivindicam?

Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato estão:

  • Garantia dos empregos dos trabalhadores da CPTM;
  • Retorno definitivo das linhas à gestão da estatal;
  • Segurança para os funcionários durante o processo de transição das operações;
  • Valorização dos ferroviários e reconhecimento da importância da categoria para o transporte público.

Os representantes dos trabalhadores afirmam que pretendem manter negociações com o governo antes da data marcada para a paralisação.

O que pode acontecer agora?

Ainda há possibilidade de acordo antes do dia 4 de agosto. Até lá, sindicato e Governo de São Paulo podem realizar novas reuniões para tentar evitar a greve.

Caso não haja entendimento, a paralisação poderá provocar alterações na circulação dos trens e afetar o deslocamento de milhares de passageiros que utilizam diariamente as linhas da CPTM.

Entenda o contexto

A aprovação da greve ocorre poucos dias após problemas operacionais registrados no sistema ferroviário paulista, que reacenderam o debate sobre a gestão das linhas e o papel da CPTM na operação do transporte sobre trilhos.

Os trabalhadores afirmam que a recente reorganização das equipes gerou insegurança sobre a continuidade dos empregos. Já o Governo de São Paulo ainda pode negociar com a categoria para evitar a paralisação prevista para o início de agosto.

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