Um incidente envolvendo a explosão de um power bank durante um voo entre São Paulo e Brasília colocou novamente em evidência os riscos das baterias de íons de lítio em aeronaves. Após o equipamento apresentar falha e provocar fumaça a bordo, o avião precisou desviar a rota e realizar um pouso de segurança em Ribeirão Preto, no interior paulista. Três passageiros passaram mal, mas ninguém sofreu ferimentos graves.
O episódio reforçou o alerta de especialistas e autoridades da aviação sobre os cuidados necessários no transporte desses dispositivos, cada vez mais presentes na bagagem dos passageiros.
O que pode fazer um power bank explodir?
Os carregadores portáteis utilizam baterias de íons de lítio, tecnologia que oferece alta capacidade de armazenamento de energia. Em situações de defeito de fabricação, danos físicos, superaquecimento ou curto-circuito, essas baterias podem entrar em um processo conhecido como fuga térmica, no qual a temperatura aumenta rapidamente e pode provocar incêndio ou explosão.
Por esse motivo, esse tipo de equipamento recebe tratamento especial nas normas internacionais de segurança da aviação.
Quais são as regras para viajar com power bank?
As regras foram reforçadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) seguindo recomendações internacionais para reduzir o risco de incêndios em cabine. Entre as principais determinações estão:
o power bank deve ser transportado exclusivamente na bagagem de mão;
cada passageiro pode levar até dois equipamentos de até 100 Wh;
aparelhos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da companhia aérea;
modelos acima de 160 Wh são proibidos;
o equipamento não pode ser despachado na bagagem;
também é proibido utilizar ou recarregar o power bank durante o voo.
Como evitar acidentes
Especialistas orientam que os passageiros utilizem apenas carregadores certificados e adquiridos de fabricantes confiáveis. Também é importante evitar aparelhos com sinais de danos, como estufamento, superaquecimento frequente ou rachaduras.
Caso o equipamento apresente fumaça, cheiro de queimado ou aquecimento anormal durante o voo, a recomendação é avisar imediatamente a tripulação, que possui treinamento para agir rapidamente e reduzir os riscos para todos os ocupantes da aeronave.