Corinthians acelera renovação de Memphis Depay para evitar ban

Clube busca garantir a permanência do atacante com acordo rápido antes do prazo final de registro.
Redação NC News
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O Corinthians corre para renovar o contrato de Memphis Depay e evitar que o atacante holandês fique impedido de jogar por causa do transfer ban que atinge o clube.

Corrida contra o calendário e contra o transfer ban

A diretoria trata a situação como prioridade absoluta nesta semana. O vínculo atual de Memphis termina em 31 de julho, e qualquer atraso além dessa data muda completamente o cenário.

Como o clube está punido com um transfer ban, não pode inscrever novos jogadores. A renovação do camisa 10 precisa ser formalizada e registrada a tempo para ser entendida juridicamente como extensão do contrato em vigor, não como um novo acordo.

Internamente, o Corinthians admite preocupação com o relógio, mas trabalha com a projeção de ter o atacante regularizado para o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Internacional, marcado para domingo, 2 de agosto, às 19h30, no Beira-Rio.

Depay aceita corte e muda clima no Parque São Jorge

O clube já tem um acordo verbal com o jogador. “O Timão já chegou a um acordo com o atacante holandês, que aceitou uma redução drástica nos vencimentos mensais para permanecer no Parque São Jorge por mais dois anos”, diz uma fonte ligada à negociação.

O novo compromisso prevê mais dois anos de contrato, com valores ajustados à realidade financeira do Corinthians. O corte salarial, descrito por pessoas envolvidas como “significativo”, alivia a folha de pagamentos e abre algum fôlego em meio à crise de caixa.

Durante o último Mundial de Seleções, dirigentes tratavam a permanência de Memphis com pessimismo. O clube lidava com dívidas, atraso em receitas e falta de parceiros comerciais para bancar um contrato de peso. A possibilidade de perdê-lo sem compensação financeira era vista como real.

Essa percepção muda quando o atacante reforça o desejo de seguir em São Paulo. A ausência de propostas consideradas interessantes para a carreira do jogador também pesa. As conversas são retomadas após sua participação com a Holanda no Mundial e, desde então, avançam com rapidez.

Burocracia, exames e pressão nos bastidores

A renovação depende agora da parte burocrática. O departamento jurídico e o setor de gestão de contratos trabalham para amarrar detalhes de cláusulas, gatilhos de desempenho e prazos de pagamento, além da adequação do documento às regras impostas pelo transfer ban.

A preocupação é objetiva: “Caso o novo vínculo seja registrado apenas após o encerramento do atual, a operação passará a ser tratada como um novo contrato, o que impediria a inscrição do camisa 10 enquanto as punições estiverem em vigor”, admite um dirigente, em caráter reservado.

Memphis ainda precisa passar por exames médicos antes de voltar aos treinos. O departamento de futebol quer avaliar sua condição física após alguns dias de descanso concedidos depois do Mundial. A avaliação serve também para registrar oficialmente o estado clínico do atacante no momento da assinatura, prática comum em contratos de alto valor.

O clima no Parque São Jorge mistura otimismo e urgência. A cúpula acredita que não haverá entraves na documentação, mas a margem de erro é pequena. Qualquer falha de procedimento ou atraso no sistema de registros pode deixar o principal nome do ataque fora das próximas rodadas.

Impacto em campo e nas finanças do Corinthians

Dentro de campo, a permanência de Memphis é tratada como estratégica. O holandês é protagonista ofensivo, participa da construção de jogadas e concentra atenções das defesas adversárias. Perdê-lo às vésperas de mata-matas significaria reescrever o plano esportivo da temporada.

O duelo contra o Internacional, em Porto Alegre, ganha peso extra nesse contexto. A comissão técnica conta com o camisa 10 para liderar o sistema ofensivo no Beira-Rio, em um confronto que pode ditar o ânimo do grupo para a sequência do ano e das competições nacionais e continentais.

No lado financeiro, o acordo é comemorado. A redução de salário ajuda a corrigir uma folha inflada, que se tornou ponto sensível na crise recente. O Corinthians mantém um jogador de alto nível, reduz custos e evita uma reposição quase impossível de registrar por causa do transfer ban.

O setor responsável por contratos e compliance, porém, vive dias de pressão. Cada etapa precisa ser documentada com rigor, com atenção redobrada às normas de registro de atletas e às exigências dos órgãos que controlam o mercado de transferências.

Precedente para tempos de punição e mercado travado

A forma como o Corinthians conduz o caso de Memphis tende a servir de referência para outros clubes punidos com bloqueios de inscrição. A renovação antecipada, dentro da vigência do vínculo antigo, aparece como caminho para preservar ativos esportivos importantes sem violar regras.

O mercado do clube segue travado enquanto durar o transfer ban, mas a manutenção de um protagonista atenua parte do impacto esportivo. A diretoria se agarra à renovação como símbolo de que, mesmo em crise, ainda consegue segurar jogadores relevantes.

Os próximos dias definem o desfecho. Se a assinatura e o registro forem concluídos até 31 de julho, Memphis deve voltar aos treinos, ser relacionado e estar em campo no Beira-Rio. Se o prazo escapar, o Corinthians corre o risco de ver seu principal atacante impedido de atuar, justamente quando a temporada entra na fase mais decisiva.

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