FGTS 2026: calculadora FGTS mostra R$13 bi a serem creditados até 31/8

Conselho aprova distribuição de mais de R$ 13 bilhões do FGTS com créditos automáticos até agosto de 2026.
Redação NC News
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O Conselho Curador do FGTS aprova, nesta terça-feira (28), a distribuição de R$ 13,04 bilhões do lucro do fundo para 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em contas vinculadas. A Caixa Econômica Federal fará os créditos de forma automática, sem necessidade de pedido, com prazo legal até 31 de agosto de 2026 e intenção do governo de iniciar os depósitos já na próxima semana.

Reforço no bolso e proteção contra inflação

A decisão muda, na prática, a rentabilidade do dinheiro parado no Fundo de Garantia. Com a distribuição, o rendimento das contas vinculadas chega a 6,9% no ano-base 2025, 2,53 pontos percentuais acima da inflação oficial, que fica em 4,26% pelo IPCA.

Essa diferença significa ganho real de poder de compra. Em vez de ver o saldo ser corroído pelos preços, o trabalhador preserva e aumenta o valor guardado. O movimento também atende à diretriz do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual o FGTS não pode render menos que a inflação. “Segundo decisão do STF, o Fundo de Garantia deve render ao menos a inflação do ano, para que os trabalhadores não percam seu poder de compra”, registra o tribunal.

O Ministério do Trabalho e Emprego lembra que a medida cumpre a lei que obriga a transferência da fatia do lucro ao trabalhador. “Por lei, o pagamento deve ser feito até 31 de agosto, pela Caixa Econômica Federal, gestora do fundo”, afirma a pasta.

Como o crédito é calculado e quem recebe

O valor que entra na conta depende do saldo existente em 31 de dezembro de 2025. O Conselho Curador define o índice multiplicador em 0,01868341. Na prática, o trabalhador precisa multiplicar o saldo nessa data por esse número para estimar o crédito.

Quem tinha R$ 1 mil, por exemplo, recebe cerca de R$ 18,68. Com R$ 10 mil, o acréscimo passa de R$ 186. Não há valor mínimo fixo: cada centavo varia conforme o montante guardado no fim do ano passado.

Têm direito todos os trabalhadores que possuíam saldo em contas ativas ou inativas do FGTS em 31 de dezembro de 2025, inclusive quem já não está empregado hoje, mas teve carteira assinada e deixou recursos no fundo. Segundo a Caixa, isso soma 138,2 milhões de titulares. “A Caixa dará início aos procedimentos para o crédito logo após a publicação, no Diário Oficial da União, da resolução do CCFGTS que vai oficializar a decisão”, informa o banco em nota.

O FGTS é abastecido mensalmente pelos empregadores, que depositam o equivalente a 8% do salário em uma conta vinculada em nome do trabalhador. Criado para proteger em situações de demissão, doença ou aposentadoria, o fundo também financia habitação popular, saneamento básico, infraestrutura urbana e microcrédito.

Dinheiro entra, mas não é saque imediato

O crédito do lucro aparece no extrato, mas não se transforma automaticamente em dinheiro liberado para uso. Ele se soma ao saldo total da conta e só pode ser sacado nas hipóteses já previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves, situações de calamidade e modalidades específicas como o saque-aniversário.

O Conselho Curador reforça essa limitação. “O lucro do FGTS não pode ser sacado diretamente pelo trabalhador. Ele compõe o patrimônio do profissional, que pode ser acessado em ao menos 16 situações específicas”, destaca o colegiado.

A lei que regula o FGTS determina ainda que a parte do lucro distribuído não entra na base de cálculo da multa rescisória de 40% paga pelo empregador em demissões sem justa causa. Ou seja, o valor melhora o patrimônio do trabalhador, mas não aumenta o custo das empresas na rescisão.

O modelo atual de distribuição de resultados se consolida nos últimos anos como forma de turbinar a remuneração do fundo acima da regra básica, que combina Taxa Referencial (TR) e juros de 3% ao ano. A partilha de lucros se transforma no instrumento para garantir o cumprimento da decisão do STF e aproximar o FGTS de uma aplicação que acompanha a inflação com ganho extra.

Consulta, canais digitais e efeito de longo prazo

Os depósitos entram diretamente nas contas vinculadas, sem qualquer necessidade de cadastro novo ou solicitação. O trabalhador pode verificar o crédito em diferentes canais da Caixa: aplicativo FGTS, disponível nas principais lojas de aplicativos, site do banco, caixas eletrônicos e agências.

No extrato, o lançamento aparece com a identificação específica da distribuição, vinculada ao ano-base 2025. Para saber quanto vai receber, o caminho mais seguro é checar o saldo de 31 de dezembro de 2025 na soma de todas as contas vinculadas abertas ao longo da vida profissional e aplicar o índice 0,01868341.

A aprovação provoca reação imediata de centrais sindicais e entidades ligadas ao mundo do trabalho, que leem a medida como sinal de compromisso com a preservação do patrimônio dos assalariados formais. No governo, a avaliação é que a política fortalece a confiança no FGTS como poupança de longo prazo e ajuda a estabilizar a renda dos trabalhadores em momentos de crise pessoal ou econômica.

O desafio passa a ser manter o equilíbrio entre dois objetivos: remunerar melhor o cotista e garantir que o fundo continue financiando habitação, saneamento e infraestrutura urbana. A magnitude do lucro e o percentual que será repartido nos próximos anos dependem do desempenho dos investimentos do FGTS e das condições da economia.

Nos próximos meses, o foco recai sobre a operacionalização da medida. A Caixa precisa concluir os créditos até 31 de agosto de 2026 e ampliar a comunicação com o público para evitar dúvidas e filas desnecessárias em agências. O comportamento do trabalhador diante do ganho extra — se tende a preservar o saldo para objetivos de longo prazo ou buscar saques nas hipóteses autorizadas — também será observado com atenção por governo e mercado imobiliário.

A continuidade dessa política de distribuição de lucros indica um FGTS mais próximo de uma poupança que rende acima da inflação, mas ainda atrelado a finalidades sociais. A maneira como o fundo conciliará remuneração, proteção ao trabalhador e financiamento de obras de interesse público deve pautar o debate econômico nos próximos ciclos de resultados.

Quem tem direito ao lucro do FGTS?

Tem direito todo trabalhador que possuía saldo em contas ativas ou inativas do FGTS em 31 de dezembro de 2025, inclusive quem já não está empregado hoje.

Quando vai ser pago o lucro do FGTS de R$ 13 bilhões aos trabalhadores?

O prazo legal para a Caixa creditar os R$ 13,04 bilhões vai até 31 de agosto de 2026. A intenção do governo é iniciar os depósitos já na próxima semana.

Como consultar o lucro do FGTS pelo CPF?

É possível consultar pelo aplicativo FGTS ou pelo site da Caixa, acessando com CPF e senha cadastrada. O valor aparece no extrato da conta vinculada.

Quando será liberado o lucro do FGTS em 2025 e 2026?

O lucro referente ao ano-base 2025 é liberado agora, com créditos até 31 de agosto de 2026. A regra geral é pagar sempre até agosto do ano seguinte ao lucro.

Como calcular o valor do lucro do FGTS que vou receber?

Some o saldo de todas as contas de FGTS em 31 de dezembro de 2025 e multiplique o total pelo índice 0,01868341. O resultado é a estimativa do crédito.

Como consultar o saldo do lucro do FGTS pelo aplicativo FGTS?

Abra o app FGTS, faça login com CPF, escolha a conta desejada e acesse o extrato. O crédito da distribuição aparece identificado no histórico de lançamentos.


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