Terremoto atinge o Japão, derruba prédios e liga alerta de tsunami

Tremor de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, deixou feridos e provocou preocupação no sul do país; aviso de tsunami foi cancelado horas depois.
Redação NC News
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Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), provocando a queda de prédios, deixando pessoas feridas e levando as autoridades a emitirem um alerta de tsunami. O tremor foi sentido em diversas regiões da ilha de Kyushu e mobilizou equipes de emergência.

O aviso para ondas de até um metro foi emitido logo após o terremoto, mas acabou sendo cancelado cerca de duas horas depois pelas autoridades meteorológicas do Japão e dos Estados Unidos. Apesar disso, o governo orientou a população a permanecer longe das áreas costeiras durante o período de risco.

O que aconteceu?

Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o terremoto teve epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade, característica que costuma aumentar a intensidade dos abalos sentidos na superfície.

Após o terremoto principal, foram registrados pelo menos dois tremores secundários, de magnitudes 5,6 e 4,9.

Há vítimas?

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou que o terremoto deixou pessoas feridas e provocou o desabamento de alguns prédios.

Até o momento, porém, o governo japonês não divulgou o número oficial de vítimas nem o balanço completo dos danos causados pelo tremor.

As equipes de resgate seguem realizando inspeções nas áreas mais atingidas.

Por que houve alerta de tsunami?

Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para a possibilidade de ondas de até um metro atingirem parte do litoral da ilha de Kyushu.

Como medida preventiva, moradores foram orientados a deixar áreas próximas ao mar e buscar locais mais elevados.

Após o monitoramento do nível do oceano, as autoridades japonesas e norte-americanas cancelaram o alerta por entenderem que não havia mais risco significativo de tsunami.

O que acontece agora?

As autoridades continuam avaliando os danos estruturais em edifícios, estradas e demais áreas afetadas.

Também seguem as buscas por possíveis vítimas e a inspeção de infraestrutura essencial, enquanto o governo monitora a possibilidade de novos tremores secundários, comuns após terremotos de grande magnitude.

Veja imagens do terremoto

Entenda o contexto

O Japão está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta. Por causa do encontro de placas tectônicas, terremotos de diferentes intensidades são frequentes no país.

Quando os abalos são fortes e ocorrem próximos ao litoral, as autoridades costumam emitir alertas preventivos de tsunami, que podem ser cancelados posteriormente caso o monitoramento indique que não há risco de ondas destrutivas.

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