“Você vê os dois, eles empatam na rejeição, são os mais rejeitados que você já assistiu na política brasileira. É algo interessante. Eu estive pensando sobre esse assunto: como é que os dois mais rejeitados, que chegam a 50% de rejeição cada um, ainda estão com esse percentual no primeiro turno? Aí me veio a ideia do cômico, e são aquela síndrome de Estocolmo. Quer dizer, as pessoas, de repente, se apegam àqueles que estão tanto judiando o Brasil.”, afirma Ronaldo Caiado
Foi dessa forma que o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), definiu um eventual cenário eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada nesta sexta-feira (31), durante entrevista coletiva em uma feira do agronegócio, em Belo Horizonte.
Questionado pelo NC News sobre um possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Caiado evitou declarar apoio a qualquer um dos dois. Em vez disso, afirmou que ambos lideram os índices de rejeição entre os presidenciáveis e comparou o apoio que ainda recebem ao que chamou de “síndrome de Estocolmo”.
Caiado acusa Lula de usar a máquina pública
Durante a coletiva, Caiado também direcionou críticas ao presidente Lula. O pré-candidato acusou o petista de utilizar a estrutura do governo para tentar esconder as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A declaração foi feita dias após a Polícia Federal instaurar um inquérito para investigar o filho do presidente.
“Esse é o debate que a sociedade deseja. Ô, Lula, você acha correto usar a máquina do governo para abafar o escândalo do seu filho, que você já vem abafando esse escândalo há 20 anos? Você acha que é correto usar a máquina do governo para você abafar o escândalo da sua família? Então, esses são os pontos que vão entrar no debate.”, diz Caiado.
Caiado critica relação de Lula com Trump, Javier Milei e Paraguai
Na entrevista, Caiado também criticou a condução da política externa do governo Lula. Segundo ele, o presidente tem criado desgastes diplomáticos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da Argentina, Javier Milei, e também na relação com o Paraguai. Na avaliação do pré-candidato, essa postura enfraquece o Mercosul e prejudica a imagem do Brasil no cenário internacional.