O ex-governador José Roberto Arruda está oficialmente de volta à corrida pelo Palácio do Buriti e já começou a campanha causando um terremoto nos bastidores. Confirmado neste sábado (1º) como candidato do PSD, ele surpreendeu ao não descartar uma futura aliança com o PT e partidos de esquerda.
A declaração inesperada aconteceu durante a convenção da sigla no Distrito Federal. Questionado se aceitaria o apoio da oposição para garantir maioria de votos na Câmara Legislativa, Arruda preferiu deixar a porta escancarada.
“Nada é impossível”
O candidato afirmou que a busca pela governabilidade será a prioridade absoluta caso seja eleito. Ele ressaltou que pretende repetir o modelo de amplas alianças de quando comandou a capital.
Em entrevista aos jornalistas no evento, o ex-governador cravou a frase que acendeu o alerta imediato nos grupos políticos de Brasília:
“Na política nada é impossível, mas é cedo para dizer qualquer coisa a respeito. Seria até um desrespeito a quem está disputando a eleição.”
Acordos para depois das urnas
Para tentar amenizar o impacto da fala e evitar desgastes logo no primeiro dia oficial de campanha, Arruda adotou um tom pacificador. Ele fez questão de destacar que respeita as candidaturas adversárias e dividiu a disputa em dois cenários:
As frentes da eleição:* Ele classificou os atuais candidatos entre aqueles movidos pelo “componente ideológico” e os que buscam o “pragmatismo” e o resgate da cidade.
A mesa de negociação:* Arruda garantiu que, após as eleições, vai sentar para discutir o futuro do DF com todas as legendas que estiverem predispostas a garantir a governabilidade do Estado.
A sinalização do candidato do PSD já movimenta os bastidores e testa os limites da polarização política na disputa pelo comando do Distrito Federal.
