Defesa afirma que passaporte da ‘Japa do PCC’ foi apreendido pela polícia

A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC", informou à Justiça de São Paulo que a investigada não pode entregar seu passaporte porque o documento teria sido apreendido pela Polícia Civil durante uma operação de busca e apreensão realizada em sua residência. A manifestação foi apresentada após a Justiça determinar a entrega do passaporte como uma das condições para flexibilizar as medidas cautelares impostas à investigada.
Redação NC News
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A exigência faz parte da decisão que revogou o uso da tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno. Segundo a magistrada responsável pelo caso, a retirada definitiva do monitoramento eletrônico depende do cumprimento de todas as medidas determinadas, entre elas a apresentação do documento de viagem.

Juíza pede esclarecimentos às autoridades
Diante da alegação da defesa, a juíza responsável pelo processo determinou que a Polícia Civil e a Polícia Federal informem se o passaporte realmente está sob custódia das autoridades. A medida busca esclarecer a situação para definir o cumprimento da decisão judicial.

Enquanto isso, Karen continua submetida a outras restrições, como a proibição de deixar o estado sem autorização judicial e a obrigação de comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades.

Investigação por lavagem de dinheiro
Karen de Moura Tanaka Mori é investigada por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a investigação, ela teria movimentado mais de R$ 35 milhões por meio de empresas e negócios considerados incompatíveis com sua renda declarada.

Durante a operação que resultou em sua prisão, em 2024, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, além de mais de US$ 50 mil, um veículo de luxo e diversos documentos. Os investigadores suspeitam que recursos provenientes do tráfico de drogas tenham sido utilizados para investir em empresas do setor de beleza, imóveis e outros empreendimentos com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro.

Defesa nega irregularidades
Os advogados de Karen voltaram a afirmar que a investigada é inocente e sustentam que a origem dos recursos financeiros poderá ser comprovada caso o Ministério Público apresente denúncia formal.

A defesa também argumenta que não descumpriu a decisão judicial, já que o passaporte, segundo a versão apresentada, não está em posse da investigada desde a operação policial. A Justiça aguarda agora as informações das autoridades para decidir os próximos passos do processo.

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