Um depoimento que chamou a atenção dos investigadores
Um dos suspeitos presos após um tiroteio em Guarulhos afirmou em depoimento que recebia R$ 50 mil por cada caixa de cocaína colocada em aeronaves que partiam do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A declaração foi dada durante as investigações conduzidas pelas autoridades após a prisão do suspeito. Segundo os investigadores, o relato ajuda a dimensionar o alto valor movimentado pelo tráfico internacional de drogas e reforça a hipótese de que a ação fazia parte de uma estrutura criminosa organizada.
O homem foi preso após um confronto armado ocorrido em Guarulhos. As circunstâncias do tiroteio e a possível participação de outros integrantes do grupo continuam sendo apuradas.
O que o suspeito contou à polícia?
Durante o depoimento, o investigado afirmou que sua função era participar da logística para que caixas contendo cocaína fossem colocadas em aviões destinados ao exterior.
Segundo ele, cada remessa rendia cerca de R$ 50 mil pelo serviço.
As autoridades ainda analisam a veracidade das declarações e buscam confirmar todas as informações apresentadas pelo suspeito com base em provas, documentos e perícias.
Até o momento, não há informação sobre quantas operações ele teria realizado nem qual seria o total recebido ao longo do período investigado.
Como funcionaria o esquema investigado?
De acordo com a investigação, organizações criminosas costumam tentar aproveitar o intenso movimento do Aeroporto Internacional de Guarulhos para enviar cocaína ao exterior.
Em casos semelhantes investigados pela Polícia Federal, funcionários ou pessoas com acesso à área operacional do aeroporto são suspeitos de facilitar a entrada da droga em aeronaves destinadas principalmente à Europa. As investigações apontam que os grupos atuam de forma organizada, dividindo funções como transporte, armazenamento e inserção da carga ilícita nos aviões.
Os investigadores apuram se o suspeito preso fazia parte de uma estrutura com esse mesmo padrão de atuação.
O que motivou a prisão?
A prisão ocorreu após um tiroteio registrado em Guarulhos.
Segundo as autoridades, a ocorrência levou à detenção do suspeito, que passou a ser interrogado durante as investigações.
As circunstâncias do confronto, a participação de outros envolvidos e a eventual ligação do grupo com organizações criminosas continuam sendo investigadas.
Até o momento, nem todos os detalhes da operação foram divulgados oficialmente.
O que dizem as autoridades?
A investigação busca identificar todos os integrantes da suposta organização criminosa, além de esclarecer como a droga chegava até as aeronaves e quem financiava as operações.
Os investigadores também trabalham para descobrir a frequência das remessas e o destino final da cocaína.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e associação criminosa, conforme o avanço das investigações.
O que acontece agora?
A Polícia Civil e outros órgãos envolvidos seguem reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando materiais apreendidos durante a investigação.
Novas diligências e eventuais prisões não estão descartadas. A defesa do investigado poderá apresentar sua versão dos fatos ao longo do processo, respeitando o princípio da presunção de inocência.