Vítima de atentado acusa vice de Marçal de ser mandante dos tiros

Advogado afirma ter certeza de que Leonardo “Avalanche” ordenou ataque em Brasília; Polícia Civil ainda não concluiu investigação e não encontrou provas que sustentem a acusação.
Redação NC News
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Um advogado que afirma ter sido alvo de um atentado a tiros em Brasília acusou o presidente nacional do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo MarçalLeonardo “Avalanche”, de ser o mandante do ataque.

Joaquim Pereira de Paula Neto disse que não tem dúvidas sobre a responsabilidade do dirigente partidário. A acusação, porém, ainda não foi comprovada: a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal permanece em andamento e, até agora, não encontrou evidências que sustentem a denúncia.

O que aconteceu no suposto atentado?

O episódio ocorreu em 10 de outubro de 2024, na rodovia DF-001, próximo à região de Vicente Pires, em Brasília.

Segundo o relato feito à polícia, Joaquim estava no carro com a advogada e sócia Patrícia Reitter, que dirigia o veículo, quando os dois foram abordados por duas pessoas em uma motocicleta.

Os ocupantes da moto teriam efetuado disparos contra a lateral do automóvel. O carro era blindado, e os dois ocupantes não ficaram feridos.

Por que eles apontaram Avalanche?

O casal já havia procurado a polícia antes do episódio. Documentos apresentados à investigação mostram que Joaquim e Patrícia registraram dois boletins de ocorrência nas semanas anteriores, relatando ameaças e perseguições e atribuindo a Leonardo Avalanche a responsabilidade pelas intimidações.

Patrícia também relatou ter recebido ligações anônimas e observado movimentações consideradas suspeitas perto de sua residência e do escritório.

Em um dos relatos feitos à polícia, ela afirmou que Avalanche teria demonstrado intenção de ameaçar pessoas que se opusessem a ele.

É importante destacar: essas declarações fazem parte dos relatos apresentados pelos envolvidos e não representam uma conclusão da investigação.

O que aconteceu antes dos tiros?

O suposto atentado ocorreu 18 dias depois de Patrícia prestar depoimento à polícia em Brasília.

Segundo os documentos, ela havia relatado que passou a ser alvo de ameaças depois que Avalanche teria suspeitado que ela fosse responsável pelo vazamento de informações sobre Tarcísio Escobar de Almeida, então dirigente do PRTB, que havia sido relacionado pela imprensa ao PCC.

Poucos dias antes do atentado, Joaquim e Patrícia também haviam entregue à Polícia Federal documentos e celulares relacionados a uma outra acusação contra Avalanche.

Eles afirmavam ter informações sobre uma suposta articulação para utilizar pessoas que se passariam por fundadores do PRTB e votariam na convenção que levou Avalanche à presidência nacional da legenda.

Quem é Leonardo “Avalanche”?

Leonardo Avalanche é presidente nacional do PRTB e foi escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal para as eleições de 2026.

O dirigente já aparece envolvido em outras controvérsias relacionadas ao comando do partido e à disputa interna pela presidência da legenda.

No caso do suposto atentado, entretanto, a acusação feita por Joaquim ainda não foi confirmada pelas autoridades.

Procurado, Avalanche não respondeu às mensagens nem atendeu às ligações feitas para comentar as acusações.

O que a investigação já descobriu?

Até o momento, a Polícia Civil do Distrito Federal não concluiu o inquérito. Também não foram encontradas, segundo as informações disponíveis, evidências que comprovem que Avalanche tenha ordenado o ataque.

Essa diferença é fundamental para entender o caso. Há relatos, boletins de ocorrência e uma acusação direta da vítima, mas isso não equivale a uma conclusão de que o dirigente tenha sido o responsável pelo atentado.

A investigação ainda precisa esclarecer quem efetuou os disparos, quem teria ordenado a ação e qual teria sido a motivação.

O caso ganha peso eleitoral

A denúncia surge em meio à preparação para as eleições de 2026, nas quais Pablo Marçal pretende disputar a Presidência da República pelo PRTB tendo Avalanche como vice.

Por isso, o caso também pode gerar repercussão política dentro da legenda e na campanha eleitoral.

Até que a investigação seja concluída, porém, qualquer afirmação sobre a responsabilidade de Avalanche pelo atentado deve ser tratada como acusação não comprovada.

ENTENDA O CONTEXTO

Joaquim Pereira de Paula Neto e Patrícia Reitter afirmam que passaram a receber ameaças depois de romperem politicamente com Leonardo Avalanche.

Nas semanas anteriores ao suposto atentado, os dois procuraram a polícia e relataram episódios de perseguição e intimidação.

Em 10 de outubro de 2024, eles afirmaram que duas pessoas em uma motocicleta dispararam contra o carro em que estavam, na DF-001. Como o veículo era blindado, ninguém ficou ferido.

Joaquim agora acusa Avalanche de ser o mandante. A Polícia Civil, entretanto, ainda não concluiu o inquérito e não encontrou evidências que sustentem essa acusação. O dirigente também não respondeu aos contatos feitos para comentar o caso.

O próximo passo é justamente esclarecer quem está por trás do ataque e se existe alguma ligação entre o suposto atentado e os conflitos políticos que antecederam o episódio.

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