O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) monitora a possível formação de um ciclone bomba entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico. A previsão indica que o sistema pode provocar temporais, rajadas intensas de vento e queda de granizo em áreas da Região Sul a partir desta quarta-feira (5).
Embora o fenômeno ainda esteja em monitoramento, meteorologistas alertam para a possibilidade de rápida intensificação do sistema de baixa pressão, cenário que caracteriza um ciclone bomba. Caso a formação se confirme, os impactos poderão ser sentidos principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
O que é um ciclone bomba?
O ciclone bomba é um ciclone extratropical que se intensifica muito rapidamente em um curto período. Esse processo ocorre quando há uma queda acentuada da pressão atmosférica, favorecendo a formação de ventos muito fortes, chuva intensa e, em alguns casos, granizo e ressaca no litoral.
Na prática, o fenômeno não é um “furacão”. Ele é típico de latitudes médias e costuma se formar sobre o oceano, embora seus efeitos atinjam áreas continentais.
Quais regiões podem ser afetadas?
Segundo o INMET, o sistema deve se desenvolver entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico. A previsão aponta para:
- chuvas fortes e temporais;
- rajadas intensas de vento;
- possibilidade de granizo em alguns municípios;
- mar agitado e ressaca em áreas costeiras;
- queda nas temperaturas após a passagem da frente fria.
O fenômeno já está confirmado?
Ainda não. O INMET informou que acompanha a evolução das condições atmosféricas e monitora a possível formação do ciclone bomba. A intensidade e a trajetória do sistema dependem da evolução dos modelos meteorológicos nas próximas horas.
O que muda nos próximos dias?
Além dos temporais no Sul, a passagem da frente fria deve provocar mudanças no tempo em outras regiões do país, com avanço do ar frio após a atuação do sistema. Autoridades recomendam que a população acompanhe os avisos meteorológicos oficiais e fique atenta a possíveis alertas de ventos fortes, tempestades e alagamentos.
Entenda o contexto
Os ciclones extratropicais são relativamente comuns no Sul do Brasil durante os meses mais frios do ano. O chamado “ciclone bomba” acontece quando esse sistema se intensifica de forma muito rápida devido à queda brusca da pressão atmosférica. Nem todo ciclone extratropical se transforma em um ciclone bomba, por isso o monitoramento contínuo é essencial para confirmar a evolução do fenômeno e estimar seus impactos.