Alface, cebola, batata e mamão ficam mais baratos no atacado; quedas passam de 10%

Levantamento da Conab mostra redução de até 14,8% na média dos preços em agosto; tomate seguiu caminho contrário e registrou alta de 18,13%.
Redação NC News
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Alface, cebola, batata e mamão ficaram mais baratos no atacado em agosto, com quedas superiores a 10% na média dos preços registrada nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A maior redução entre esses alimentos foi registrada pela alface, com queda média de 14,8%. Na sequência aparecem cebola (-13,8%), batata (-11,6%) e mamão (-10,9%). Os números fazem parte do 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta terça-feira (22). O levantamento também mostra redução nos preços médios da melancia e da laranja, enquanto tomate, banana e maçã ficaram mais caros. As variações são referentes ao mercado atacadista e podem não chegar ao consumidor final na mesma intensidade.
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Batata fica 11,6% mais barata

A batata apresentou redução de preços em todas as Ceasas acompanhadas pela Conab. Na média ponderada, a queda foi de 11,6%, fazendo o valor médio de comercialização chegar a R$ 2,63 por quilo. A redução observada nos últimos dois meses está relacionada ao aumento da oferta, após uma sequência de altas registrada desde fevereiro. As maiores quedas ocorreram em Rio Branco, no Acre (-46,35%); São José, em Santa Catarina (-25,66%); Curitiba, no Paraná (-22,83%); e Rio de Janeiro (-20,33%). Mesmo com a redução recente, os preços continuam acima dos registrados no mesmo período de 2025.

Cebola recua em nove de dez Ceasas

A cebola interrompeu o movimento de alta observado desde março e ficou mais barata em nove das dez Ceasas que fazem parte da pesquisa. Na média ponderada, a redução chegou a 13,8%. As maiores quedas foram observadas em Recife (-25,45%), Rio de Janeiro (-18,21%) e Curitiba (-17,32%). A oferta permaneceu praticamente estável em relação a julho, mas houve aumento das remessas provenientes dos principais estados produtores. Minas Gerais e São Paulo responderam juntos por metade do volume comercializado nas centrais avaliadas.

Alface tem maior queda média

A alface apresentou a maior redução média entre os produtos que tiveram queda superior a 10%: 14,8%. Os preços diminuíram em seis das Ceasas pesquisadas. No Rio de Janeiro, o recuo chegou a 31,22%. Em Recife, porém, ocorreu movimento contrário, com alta de 15,45%. A oferta da hortaliça caiu 4,3% em comparação com julho, mas a produção da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda.

Mamão cai 10,9% com aumento da oferta

Entre as frutas, o mamão foi um dos principais destaques. O produto ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados e apresentou redução média de 10,9%. Vitória registrou queda de 43,74%, enquanto em São Paulo a redução chegou a 23,20%. O movimento ocorreu em meio ao aumento da oferta das variedades formosa e papaya. A maior disponibilidade foi impulsionada principalmente pelas remessas do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo, importantes regiões produtoras de mamão.
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Melancia e laranja também ficam mais baratas

A melancia apresentou queda média de 3,24% em agosto. A redução ocorreu apesar do aumento da procura provocado pelo calor, já que a maior oferta ajudou a pressionar os preços para baixo. A laranja, por sua vez, registrou redução média de 0,95%. A oferta da fruta às centrais atacadistas aumentou 1,68% em relação a julho.

Tomate sobe 18,13%

Nem todos os alimentos pesquisados ficaram mais baratos. O tomate foi a única hortaliça que apresentou valorização na maioria dos entrepostos, com alta de 18,13% na média ponderada. Depois do pico da safra de inverno em julho, houve redução da oferta e dos volumes comercializados. Condições climáticas que interferem na maturação dos frutos também contribuíram para o cenário. A cenoura permaneceu praticamente estável, com alta média de 0,88%. Entre as frutas, a maçã subiu 2,72% e a banana apresentou valorização média de 4,32%.

Venda de frutas cresce nas Ceasas

O volume de frutas comercializado nas Ceasas analisadas cresceu 4,5% em agosto. No mercado externo, as exportações brasileiras de frutas e hortaliças somaram 789 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2025. O faturamento das exportações chegou a US$ 1,01 bilhão, resultado 20% superior ao registrado nos oito primeiros meses do ano passado.

Entenda O Contexto

O Boletim Hortigranjeiro acompanha mensalmente preços e comercialização nas principais Centrais de Abastecimento do país. Entre os produtos analisados estão alface, tomate, batata, cebola, cenoura, banana, laranja, maçã, mamão e melancia. As variações divulgadas representam médias ponderadas do mercado atacadista. Isso significa que uma queda de 14,8% na alface, por exemplo, não representa automaticamente uma redução idêntica no preço encontrado pelo consumidor em supermercados, sacolões e feiras. Até o alimento chegar ao varejo, fatores como transporte, perdas, custos operacionais e margens comerciais também podem influenciar o preço final. Preços no atacado em agosto Produto / Variação 🥬 Alface -14,8% 🧅 Cebola -13,8% 🥔 Batata -11,6% 🍈 Mamão -10,9% 🍉 Melancia -3,24% 🍊 Laranja -0,95% 🥕 Cenoura +0,88% 🍎 Maçã +2,72% 🍌 Banana +4,32% 🍅 Tomate +18,13%
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