As imagens registram dezenas de pessoas espremidas dentro do coletivo, utilizado como alternativa após a paralisação da circulação dos trens. A situação rapidamente repercutiu nas redes sociais e reforçou o impacto da greve na rotina dos trabalhadores.
Paralisação afeta milhares de passageiros
O movimento foi iniciado por ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que protestam contra o processo de concessão das linhas à iniciativa privada e reivindicam garantias para a manutenção dos empregos.
Sem a circulação normal dos trens, muitos passageiros precisaram recorrer aos ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que registraram superlotação em diversos pontos da região metropolitana.
Prefeitura suspende rodízio
Diante dos impactos causados pela paralisação, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o Rodízio Municipal de Veículos nesta terça-feira (4).
A medida busca facilitar o deslocamento da população e vale nos horários das 7h às 10h e das 17h às 20h, período em que veículos com placas finais 3 e 4 estariam impedidos de circular.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que acompanha a situação e monitora as principais vias da capital para reduzir os impactos no trânsito.
Passageiros relatam dificuldades
Além da superlotação dos ônibus, passageiros relataram atrasos, longas filas e dificuldades para chegar ao trabalho e a compromissos. Muitos precisaram sair de casa mais cedo ou buscar rotas alternativas para completar o trajeto.
Enquanto não há acordo entre trabalhadores e governo, a expectativa é de que os transtornos continuem afetando milhares de pessoas que dependem diariamente da CPTM.