Renan Santos diz que negociará com o Centrão se eleito e defende reforma fiscal

Fundador do MBL falou sobre alianças políticas, economia, ajuste das contas públicas e respondeu a questionamentos sobre propostas de governo.
Redação NC News
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O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (5) que, se eleito, pretende negociar com partidos do Centrão para aprovar sua agenda econômica no Congresso Nacional. O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) defendeu uma ampla reforma fiscal, falou sobre sua estratégia para construir maioria parlamentar e respondeu a perguntas sobre suas propostas para o país.

Negociação com o Congresso

Renan afirmou que buscará diálogo com partidos do Centrão para garantir governabilidade. Segundo o candidato, a negociação política faz parte do presidencialismo de coalizão, mas deve ocorrer com base em programas e compromissos de governo, e não por meio de distribuição irregular de benefícios.

O presidenciável também argumentou que pretende construir maioria para aprovar mudanças na área fiscal e administrativa.

Candidato também falou sobre reforma fiscal 

Renan citou a chamada PEC do Equilíbrio Fiscal, associada ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), como uma das bases de sua política econômica. Afirmou que a proposta já estaria em tramitação, mas, ao explicar o processo, reconheceu que ela ainda depende da coleta de assinaturas para ser protocolada formalmente no Congresso.

Apesar disso, uma proposta de emenda à Constituição só passa a tramitar oficialmente após reunir o número mínimo de assinaturas exigido pela Câmara dos Deputados.

Entenda o contexto

Renan Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou projeção nacional durante as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Nos últimos anos, passou a atuar diretamente na articulação política do movimento e participou da criação do partido Missão.

A candidatura presidencial faz parte da estratégia do grupo para ampliar sua presença no cenário nacional e defender propostas ligadas ao liberalismo econômico, à redução do Estado na tutela dos cidadãos e a reformas consideradas estruturais para o país. A disputa de 2026 deve reunir candidatos de diferentes campos políticos em um cenário de forte polarização e debate sobre os rumos da economia brasileira.

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