A proposta surge em resposta à principal reivindicação da categoria, que teme demissões em razão da concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. Desde o início do movimento, os trabalhadores cobram uma garantia formal de que seus postos de trabalho serão preservados durante a transição para a nova concessionária.

Projeto busca assegurar realocação dos funcionários
Segundo Tarcísio, o texto encaminhado ao Legislativo permitirá que os empregados atualmente vinculados à CPTM sejam absorvidos por outros órgãos e empresas públicas estaduais, como o Metrô, a Artesp e outras autarquias, caso seja necessário durante o processo de concessão.
O governador afirmou que, até o momento, nenhum funcionário foi demitido em decorrência da mudança na operação das linhas e destacou que diversos trabalhadores já foram realocados para outras funções dentro da administração estadual.
Governo pede fim imediato da paralisação
Durante coletiva de imprensa, Tarcísio apelou para que o sindicato suspenda a greve antes do período de maior movimento da tarde, evitando novos prejuízos aos passageiros.
Enquanto isso, representantes do Governo de São Paulo e do Sindicato dos Ferroviários participam de uma audiência de conciliação para tentar construir um acordo. Após a reunião, a categoria deve realizar uma assembleia para decidir se encerra ou mantém a paralisação.
Milhares de passageiros seguem afetados
A greve das linhas 11, 12 e 13 provocou superlotação em ônibus do sistema Paese, aumento do trânsito e dificuldades para milhares de pessoas que dependem do transporte ferroviário para chegar ao trabalho, à escola e a compromissos diários.
O Governo de São Paulo mantém a expectativa de que a proposta apresentada seja suficiente para encerrar o movimento e restabelecer a operação normal dos trens ainda nesta semana.