Trio é preso por ‘golpe do motel’ que ameaçava expor clientes a familiares em SP

Suspeitos fotografavam carros na saída de motéis, identificavam os proprietários pela placa e exigiam dinheiro para não enviar as imagens a parentes das vítimas.
Redação NC News
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Três homens foram presos nesta segunda-feira (21) suspeitos de aplicar o chamado “golpe do motel” em São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o grupo fotografava veículos deixando motéis e depois usava as imagens para extorquir os proprietários. Os suspeitos ameaçavam enviar os registros aos familiares das vítimas caso não recebessem dinheiro. As prisões foram realizadas por policiais da 1ª Delegacia Antissequestro (DAS), na região do Jardim Ângela, Zona Sul da capital.
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Como funcionava o ‘golpe do motel’?

De acordo com a investigação, os suspeitos permaneciam próximos a motéis e observavam a movimentação de clientes. Quando uma pessoa deixava o estabelecimento, o veículo era fotografado de maneira que a placa pudesse ser identificada. Com essa informação, o grupo buscava dados sobre o proprietário do automóvel e seus familiares. A investigação aponta que redes sociais e grupos fechados na internet eram utilizados para levantar essas informações.

Criminosos ameaçavam contar para a família

Depois de identificar a vítima, os suspeitos entravam em contato por aplicativos de mensagens. Eles mostravam a fotografia do veículo saindo do motel e exigiam dinheiro para não divulgar o registro. A principal ameaça era enviar as imagens para familiares da vítima. A estratégia explorava o medo de exposição da vida privada para pressionar a pessoa a realizar pagamentos.

Vítima era extorquida desde janeiro de 2025

A investigação começou depois que um homem procurou a Polícia Civil e relatou que vinha sendo vítima do esquema desde janeiro de 2025. Segundo o depoimento, ele recebeu uma fotografia de seu próprio veículo deixando um motel na região da Ponte do Limão, Zona Norte de São Paulo. A partir desse registro, começaram as cobranças acompanhadas de ameaças de exposição aos familiares.
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Investigação identificou três suspeitos

A partir da denúncia, policiais iniciaram um trabalho de inteligência que envolveu monitoramento e uso de recursos tecnológicos para identificar os possíveis integrantes do esquema. Segundo a apuração, os investigados desempenhavam funções diferentes, desde a prática da extorsão até a movimentação dos valores obtidos com o golpe.

Suspeitos têm entre 24 e 28 anos

Os três homens presos têm 24, 25 e 28 anos. A Justiça decretou a prisão temporária dos investigados, que foram encontrados na região do Jardim Ângela. Segundo a Polícia Civil, o suspeito de 28 anos possui antecedente criminal por roubo. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Polícia orienta vítimas a não fazer pagamentos

A orientação da Polícia Civil é que pessoas abordadas por criminosos nesse tipo de situação não realizem pagamentos e procurem uma delegacia o mais rápido possível. Também é importante preservar mensagens, fotografias, números de telefone, comprovantes e demais registros relacionados às ameaças. O material pode ajudar a polícia a identificar os envolvidos e comprovar a extorsão.

Entenda o contexto

O chamado “golpe do motel” utiliza informações da vida privada das vítimas como instrumento de pressão. No caso investigado em São Paulo, os criminosos teriam feito campana perto de estabelecimentos para fotografar veículos e registrar as placas. Depois, os suspeitos levantavam informações sobre os proprietários e familiares e iniciavam as ameaças. A investigação que levou às três prisões começou a partir da denúncia de um homem que afirmou sofrer extorsões desde janeiro de 2025.
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