Último lote do PIS/Pasep vai pagar até R$ 1.621; veja quem pode pegar e quais as regras

Pagamento do último lote do PIS/Pasep 2026 começa em agosto para milhões de trabalhadores com valores de até R$ 1.621.
Redação NC News
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O governo se prepara para iniciar, em menos de duas semanas, o pagamento do último lote do abono salarial PIS/Pasep de 2026, voltado ao ano-base 2024. A etapa final beneficia principalmente trabalhadores nascidos em novembro e dezembro, com valores que podem chegar a R$ 1.621 por pessoa.

O dinheiro é liberado em um momento de renda apertada para milhões de famílias e representa um reforço relevante para quem ganha até R$ 2.766 por mês. O saque ficará disponível até 30 de dezembro de 2026, o que dá fôlego para planejar o uso do benefício.

Quem recebe no último lote e quanto será pago

O lote de agosto concentra 4,35 milhões de beneficiários, somando R$ 5,4 bilhões em pagamentos, de acordo com dados do governo federal. Ao longo de 2026, o programa alcança 26,9 milhões de trabalhadores com abonos calculados sobre as informações de 2024.

Recebem agora os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em novembro e dezembro e os servidores públicos do último grupo de inscrição do Pasep. “O abono salarial é destinado aos trabalhadores da iniciativa privada e aos servidores públicos que atendem aos critérios do programa”, afirma o governo.

O valor é proporcional ao tempo trabalhado em 2024, com teto de R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo em vigor. Quem trabalhou os 12 meses formais no ano-base recebe o valor cheio; quem teve vínculo menor leva uma fração, calculada mês a mês.

Regras de direito ao benefício e papel dos bancos públicos

Para ter acesso ao abono, é preciso cumprir quatro exigências básicas. A primeira é estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Também é necessário ter trabalhado ao menos 30 dias com carteira assinada em 2024, consecutivos ou não.

A renda média mensal no período não pode ter passado de R$ 2.766. Além disso, os dados do vínculo precisam estar corretos no sistema eSocial, alimentado pelos empregadores. Essa checagem é decisiva: qualquer erro cadastral pode atrasar ou impedir o pagamento.

Os bancos públicos concentram a operação. No caso do PIS, pago a quem trabalha na iniciativa privada, a responsabilidade é da Caixa Econômica Federal. O crédito sai, em regra, diretamente para conta corrente, poupança ou poupança social digital, acessada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não é correntista da Caixa pode sacar em agências, casas lotéricas ou caixas eletrônicos, com documento de identidade e, quando houver, o cartão cidadão. Para servidores públicos, o Pasep é pago pelo Banco do Brasil, que permite depósito em conta, transferências por Pix ou TED e saque presencial.

Impacto na renda e riscos de deixar o dinheiro parado

Num cenário de orçamento apertado, o abono funciona como um décimo quarto salário para quem ganha menos. Trabalhadores com vínculos curtos ou intermitentes, que costumam enfrentar maior instabilidade, tendem a sentir o alívio com mais intensidade.

O governo vê o benefício como estímulo à formalização e à permanência no emprego. As regras de carência de cinco anos de cadastro e de tempo mínimo de serviço reforçam a ligação com o mercado formal. A possibilidade de uso de canais digitais, como o Caixa Tem e transferências via Pix, também amplia a inclusão financeira.

Mesmo assim, parte do dinheiro costuma ficar esquecida. “Em 2025, cerca de 154 mil pessoas ainda não haviam retirado o valor, somando aproximadamente R$ 161 milhões disponíveis para resgate”, informa o governo. A cifra mostra que a simples existência do benefício não garante que ele chegue ao bolso de quem tem direito.

O alerta se torna ainda mais relevante agora, com o fim do calendário anual. “O saque poderá ser realizado até 30 de dezembro de 2026”, reforça o governo. Passado o calendário regular, o valor não é perdido, mas o trabalhador precisa fazer pedido específico dentro do prazo legal.

Golpes, consultas oficiais e próximos passos

A ampliação do uso de aplicativos e internet nos pagamentos trouxe conveniência, mas também abriu espaço para golpes. Criminosos se aproveitam de dúvidas sobre o PIS/Pasep para pedir dados bancários, senhas ou cobranças para liberar o dinheiro, prática que o governo considera ilegal.

“Mensagens, ligações ou contatos que solicitem dados bancários, senhas ou qualquer tipo de pagamento para liberar o valor devem ser ignorados, pois podem se tratar de golpes”, alerta a administração federal. A orientação é consultar informações apenas em canais oficiais dos bancos, do governo e de aplicativos reconhecidos.

As consultas são gratuitas e permitem checar, em poucos minutos, se há valores disponíveis e em qual banco o pagamento será feito. Também ajudam a identificar eventuais erros cadastrais ainda em tempo de correção. Em caso de morte do titular, dependentes legais podem requerer o abono, mediante comprovação.

Nos próximos meses, Caixa e Banco do Brasil devem enfrentar maior movimento em agências físicas, centrais telefônicas e aplicativos, à medida que o último lote sai do papel. O governo promete reforçar campanhas de orientação para reduzir filas, evitar novos esquecimentos e diminuir o risco de golpes digitais.

O desempenho desta rodada do PIS/Pasep tende a influenciar ajustes futuros nas políticas de proteção ao trabalhador formal. A quantidade de valores não sacados, o uso dos canais digitais e a adesão de grupos mais vulneráveis servirão de termômetro para eventuais mudanças no desenho do programa e em ações de inclusão financeira.

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