Zverev reedita parceria com Marcelo Melo no Masters 1000 de Montreal

O alemão Alexander Zverev voltou a formar dupla com o brasileiro Marcelo Melo para a disputa do Masters 1000 de Montreal. A parceria reúne novamente o número 2 do mundo em simples com o veterano tenista brasileiro, que foi campeão do Rio Open de 2026 ao lado de João Fonseca.
Redação NC News
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Alexander Zverev, número 3 do ranking mundial de simples, reencontra o brasileiro Marcelo Melo nas duplas do Masters 1000 de Montreal, em uma parceria que já rende título importante nesta temporada.

Os dois voltam a dividir a quadra em um momento decisivo da gira de quadra rápida, com a expectativa de repetir o sucesso recente e dar novo peso à chave de duplas no Canadá.

Dupla de título em Acapulco mira nova campanha

Zverev e Melo já somam mais de 10 torneios disputados juntos desde que começaram a atuar em parceria. O ápice dessa combinação vem em março, com a conquista do ATP 500 de Acapulco, considerado hoje o principal troféu da dupla.

“Até o momento, o único título da parceria foi o ATP 500 de Acapulco”, lembra o site Lance!, ao destacar o desempenho dos dois nesta temporada. A campanha mexicana fortalece a percepção de que o alemão e o mineiro formam um time capaz de enfrentar as melhores duplas do circuito.

A retomada da parceria em Montreal ocorre justamente na virada para os torneios mais rápidos do calendário, em que o saque potente e a devolução agressiva de Zverev encontram um cenário ideal. Melo, especialista em duplas, oferece cobertura de rede precisa e leitura fina de jogadas curtas, combinação valiosa nesse piso.

Estreia contra canadenses e presença brasileira reforçada

A estreia da dupla está marcada para a primeira rodada da chave de duplas masculinas, contra os canadenses Duncan Chan e Alexis Galarneau. A organização ainda não divulga data e horário exatos, mas a expectativa é de casa cheia para acompanhar o principal nome local nas simples, em paralelo à força do alemão nas duplas.

A chave de duplas em Montreal conta com presença brasileira mais ampla. Orlando Luz e Rafael Matos também entram em quadra no torneio, diante dos italianos Simone Bolelli e Andrea Vavassori, cabeças de chave número 4. Os dois chegam embalados por um vice-campeonato no ATP 250 de Estoril e por uma semifinal no ATP 250 de Los Cabos, resultados que consolidam a dupla entre as mais competitivas do circuito.

Essa concentração de brasileiros na chave de duplas amplia o foco do torneio no Brasil e cria uma narrativa paralela à campanha dos principais nomes nas simples. Em um circuito dominado por estrangeiros nas fases decisivas, ver três brasileiros com chances reais de avançar chama atenção de torcedores e patrocinadores.

Melo, 42, ainda é referência; Zverev leva vitrine das simples

Aos 42 anos, Marcelo Melo mantém protagonismo no circuito. Hoje número 48 do ranking de duplas, o mineiro sustenta um currículo raro no esporte brasileiro. “Melo foi o primeiro brasileiro a liderar o ranking de duplas, em 2015, e soma 56 semanas no topo do mundo ao longo da carreira”, registra o Lance!.

A experiência acumulada em quase duas décadas como especialista se torna trunfo para Zverev. O alemão, que constrói a carreira como um dos grandes nomes das simples, encontra nas duplas uma forma de trabalhar volea, retorno agressivo e tomada de decisão em pontos curtos, fundamentais na quadra rápida.

Fora das quadras, a proximidade entre os dois ajuda a explicar a insistência na parceria. Zverev e Melo cultivam amizade, dividem interesse por golfe e futebol e costumam viajar juntos em períodos de folga. Essa sintonia se traduz em confiança mútua e comunicação mais fluida em momentos de pressão.

Impacto na chave de duplas e no tênis brasileiro

A presença de um top 3 de simples, como Zverev, em uma chave de duplas de Masters 1000 muda o equilíbrio do torneio. Adversários como Chan e Galarneau, que estreiam justamente contra essa dupla, enfrentam não apenas um ex-líder de duplas, mas também um dos melhores sacadores do circuito de simples.

Para a modalidade, a combinação de juventude e força física do alemão com a leitura de jogo de Melo gera um produto atraente para TV, plataformas de streaming e patrocinadores. A modalidade de duplas, historicamente menos valorizada, ganha nova vitrine quando nomes de simples de elite dividem o palco com especialistas.

No Brasil, o efeito é direto. A continuidade de Melo em alto nível, somada à ascensão de nomes como Orlando Luz, Rafael Matos e João Fonseca nas duplas, reforça o país como força relevante nessa especialidade. Em um cenário de orçamento apertado no esporte, resultados constantes em torneios de alto nível ajudam a manter interesse de marcas e investidores.

Os próximos dias em Montreal servem como teste de fôlego para a parceria Zverev–Melo nesta fase do calendário. Uma campanha consistente no Canadá tende a incentivar a dupla a repetir a fórmula em outros compromissos na quadra rápida, inclusive em torneios maiores, e a consolidar o brasileiro como peça central em qualquer conversa sobre duplas no circuito atual.

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