Zverev domina Fery, faz final e muda seu lugar no tênis

Zverev avança à final de Wimbledon após vitória convincente sobre Fery, consolidando sua posição entre os melhores do tênis.
Redação NC News
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Alexander Zverev confirma o favoritismo, derruba o novato britânico Arthur Fery por 3 sets a 0 nesta sexta-feira (10) e enfim chega à final de Wimbledon. O alemão, número 3 do mundo, emenda assim sua segunda decisão consecutiva de Grand Slam, depois do título em Roland Garros.

Virada de chave na carreira do alemão

O resultado na quadra central do All England Club altera o lugar de Zverev no mapa do tênis masculino. Aos 29 anos, ele completa a coleção de finais nos quatro principais torneios do circuito, um objetivo que persegue desde a adolescência.

Em Wimbledon, onde muitas vezes sai antes da segunda semana, o caminho é mais longo que o dos rivais. São dez participações até a primeira decisão na grama londrina. No total, 42 campanhas somadas nos quatro Grand Slams, o maior número entre os homens que conseguem alcançar a final em todos, superando as 41 de Andy Murray.

Na temporada, a sensação é de virada definitiva. Campeão em Roland Garros, Zverev se torna, segundo o site TenisBrasil, apenas o terceiro jogador na Era Aberta a disputar a final de um dos quatro maiores torneios logo após erguer a primeira taça de Grand Slam, repetindo Murray e Daniil Medvedev. Esta já é sua quinta decisão desse nível, o que o coloca, entre os alemães, atrás apenas das dez finais de Boris Becker e das sete de Gottfried Von Cramm.

Jogo começa duro, mas tiebreak perfeito muda tudo

O roteiro da semifinal confirma a diferença de estágio entre os dois. Convidado pela organização, Fery chega pela primeira vez tão longe e joga solto no início. O primeiro set é, nas palavras do TenisBrasil, “equilibradíssimo”, com o britânico encarando o número 3 do mundo “de igual para igual”.

Zverev quebra no quarto game, Fery reage rápido e devolve a quebra na sequência. A definição vai para o desempate. A tensão do estádio cheio, com Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Virgil Van Dijk, membros da família real britânica e o pai bilionário de Zverev nas tribunas, pesa no novato.

No tiebreak, o cenário muda de vez. O alemão é perfeito, fecha em 7 a 0 e toma o controle emocional do duelo. “O cabeça de chave 2 impôs seu favoritismo depois de um começo difícil e fechou o jogo com parciais de 7/6 (7-0), 6/2 e 6/4”, resume o TenisBrasil.

A partir daí, passa a valer a experiência. Fery sente a pancada, enquanto Zverev afia o saque e a regularidade do fundo de quadra. O alemão vence cinco games seguidos no segundo set e marca 6/2, sempre ditando o ritmo. “Zverev venceu cinco games seguidos e ampliou a vantagem para 2 sets a 0 com uma atitude muito firme”, destaca o site especializado.

O britânico tenta resistir no terceiro set, segura o saque e cria alguma pressão com o apoio da torcida. Mas a quebra no quinto game é definitiva. Fery ainda salva três break-points no sétimo game, só que não encontra brecha para reagir. “Zverev não deu brechas para o tenista da casa, manteve a vantagem até o fim e venceu um britânico pela nona vez seguida no circuito”, registra o TenisBrasil.

Fery ganha projeção; Zverev entra em lista histórica

A derrota não apaga o salto de Arthur Fery. Sensação local da edição, o britânico chega à semifinal como convidado e garante vaga no top 100 do ranking mundial, como lembra o jornal O Globo: “Fery, convidado pela organização, surpreendeu ao chegar às semifinais e agora entra no top 100 do ranking mundial”.

O desempenho deve render mais investimento da federação britânica e de patrocinadores, interessados em um novo rosto para o tênis do país. Ao mesmo tempo, a partida mostra o desnível que ainda existe entre talentos emergentes e jogadores consolidados quando a pressão de uma semifinal em Wimbledon pesa no braço.

Para Zverev, o impacto é mais profundo. Ao garantir lugar na decisão na grama, ele se torna o quinto alemão a chegar à final de simples em Wimbledon, ao lado de Becker, Von Cramm, Wilhelm Bungert e Michael Stich. A Alemanha não vê um campeão de simples no torneio desde 2018, com Angelique Kerber no feminino. No masculino, as últimas taças vêm justamente de Becker e Stich.

O contexto ajuda a explicar a comoção na imprensa alemã e internacional. Depois de anos em que seu talento convive com altos e baixos, problemas físicos e questionamentos, Zverev começa a construir um currículo que dialoga com os principais nomes de sua geração. A presença de celebridades e da família real na arquibancada reforça o prestígio do momento e aumenta o valor comercial do jogador.

Final contra Djokovic ou Sinner eleva o peso da campanha

O próximo passo é o maior desafio. Zverev encara na final o vencedor do duelo entre Novak Djokovic e Jannik Sinner, marcado para não antes das 11h10 (horário de Brasília). Será o 12º confronto entre os dois, com o italiano liderando o histórico por 6 a 5.

Qualquer que seja o adversário, o alemão entra em desvantagem estatística. Contra Sinner, perde por 4 a 10. Diante de Djokovic, soma cinco vitórias e nove derrotas. A condição física, a confiança acumulada no título em Roland Garros e a nova relação com a grama, porém, embaralham o favoritismo.

Para o circuito, a campanha de Zverev reforça a ideia de um cenário pós-Big Three mais pulverizado, com campeões variados nos grandes palcos. Para Wimbledon, a presença de um campeão recente de Grand Slam na decisão, diante do atual campeão do torneio britânico ou de um ícone como Djokovic, entrega uma final com narrativa pronta para a televisão, o marketing esportivo e as redes sociais.

O jogo vale mais que uma taça na grama sagrada. Pode consolidar Zverev como protagonista do circuito, acelerar a ascensão de Fery como novo nome do tênis britânico e influenciar a preparação de rivais para a reta final da temporada. Resta saber se o alemão transforma a melhor fase da carreira em título num torneio que, até este ano, sempre o fez sair mais cedo do que gostaria.

Qual a doença de Alexander Zverev e como ela afeta sua carreira?

Zverev tem diabetes tipo 1, diagnosticado na infância. Ele aplica insulina regularmente e monitora a glicose, mas segue competindo em alto nível no circuito profissional.

Por que Alexander Zverev é chamado de Sasha?

Sasha é um apelido comum em países de língua alemã e russa para Alexander. Família, amigos e parte do circuito usam o apelido desde a infância do tenista.

Quem é a namorada de Alexander Zverev atualmente?

Zverev evita expor detalhes da vida pessoal e não há confirmação pública estável mais recente. Relações e status podem mudar com frequência fora das quadras.

Qual é a idade e altura de Alexander Zverev?

Nascido em 1997, Zverev tem 29 anos em 2026. O alemão mede cerca de 1,98 m, altura que ajuda a explicar a potência e o alcance de seu saque.

Quando e onde será a final de Wimbledon com Alexander Zverev?

A decisão acontece na quadra central do All England Club, em Londres. A data e o horário exatos são definidos pela organização após o fim das semifinais.

Quais títulos importantes Alexander Zverev já conquistou na carreira?

Além de Roland Garros em 2026, Zverev soma títulos de Masters 1000, Finals de fim de ano e medalha de ouro olímpica, entre outras conquistas de peso no circuito.


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