França monitora caso de hantavírus da cepa Andes e reforça vigilância após passagem de turista

Paciente foi diagnosticado na Espanha após viajar pela França. Autoridades acompanham o caso por se tratar da variante conhecida por, em situações raras, poder ser transmitida entre pessoas
Redação NC News
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As autoridades de saúde da França intensificaram o monitoramento de um caso importado de hantavírus da cepa Andes após um turista que passou pelo país ser diagnosticado na Espanha. O paciente esteve em território francês durante a segunda quinzena de julho e, embora já não apresente sintomas, o episódio levou os órgãos de saúde a reforçarem as medidas de vigilância epidemiológica.

O caso chama atenção porque envolve a cepa Andes, considerada rara e diferente das demais variantes do hantavírus. Ela é a única conhecida por apresentar possibilidade de transmissão entre pessoas, embora isso ocorra apenas em circunstâncias específicas, com contato próximo e prolongado.

 

O que é a cepa Andes?
O hantavírus é um grupo de vírus normalmente transmitido por meio do contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, especialmente quando essas secreções secam e partículas contaminadas são inaladas.

A cepa Andes, encontrada principalmente na Argentina e no Chile, é uma exceção entre os hantavírus por apresentar registros de transmissão entre seres humanos. Ainda assim, especialistas ressaltam que esse tipo de contágio é raro e costuma ocorrer apenas em contatos muito próximos, como entre familiares ou parceiros.

Como está o paciente?
Segundo as autoridades sanitárias, o turista foi diagnosticado na Espanha e já não apresenta sintomas. Mesmo assim, os órgãos de saúde franceses acompanham o caso para identificar eventuais contatos e garantir que não haja transmissão secundária.

O monitoramento é realizado em conjunto com as autoridades espanholas e integra os protocolos europeus para doenças infecciosas de potencial risco.

Quais são os sintomas?
A infecção por hantavírus costuma começar com sintomas semelhantes aos de uma gripe, como:

febre;
dores musculares;
dor de cabeça;
cansaço intenso.
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para comprometimento pulmonar, dificuldade para respirar ou insuficiência renal, dependendo da variante do vírus. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado essencial.

 

Existe motivo para preocupação?
As autoridades europeias não classificaram o episódio como um surto na França. O caso é tratado como importado e, até o momento, não há indicação de transmissão comunitária relacionada ao paciente.

Especialistas lembram que o risco para a população em geral permanece baixo, mas reforçam a importância da vigilância devido às características da cepa Andes e ao histórico recente de casos registrados na América do Sul.

O que muda agora?
O principal objetivo das equipes de saúde é acompanhar possíveis contatos do paciente, monitorar sintomas e impedir qualquer cadeia de transmissão. Casos importados como esse também ajudam as autoridades a aperfeiçoar protocolos internacionais de resposta rápida para doenças infecciosas.

 

ENTENDA O CONTEXTO
O hantavírus é uma doença rara, geralmente associada ao contato com roedores silvestres infectados. A cepa Andes, predominante em países da América do Sul como Argentina e Chile, ganhou atenção internacional por ser a única variante com evidências de transmissão entre pessoas em situações específicas.

Nos últimos meses, autoridades sanitárias internacionais acompanharam diferentes episódios envolvendo essa variante, incluindo um surto relacionado a um cruzeiro e novos casos monitorados na Europa. Agora, o diagnóstico de um turista que passou pela França levou os serviços de saúde a reforçarem a vigilância, embora o risco para a população continue sendo considerado baixo.

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