A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na sede da Planner, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, durante uma investigação sobre o caminho de R$ 308,1 milhões pagos pelo governo de Mato Grosso à Oi.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e faz parte de uma apuração que investiga a movimentação dos recursos por diferentes fundos de investimento.
Por que a PF chegou à Faria Lima?
Segundo a investigação, parte do dinheiro passou por uma espécie de sequência de fundos antes de ser utilizada em outras operações financeiras.
Entre os fundos investigados estão o Golden Bird e o Rhodes, administrados pela Planner.
A PF tenta entender por que os valores circularam entre diferentes estruturas, quem seriam os beneficiários finais e qual era a finalidade dessas operações.
O que está sendo investigado?
Os investigadores apuram se a movimentação poderia ter sido utilizada para ocultar patrimônio ou desviar recursos públicos. Também buscam identificar a participação de cada pessoa e empresa envolvida.
A Justiça determinou medidas como bloqueio e sequestro de bens e valores relacionados à investigação.
Até o momento, a apuração não representa condenação. Eventuais responsabilidades ainda precisam ser comprovadas.
ENTENDA O CONTEXTO
O caso começou com um acordo entre o governo de Mato Grosso e a Oi, que resultou no pagamento de R$ 308,1 milhões.
A partir daí, a PF identificou movimentações envolvendo diferentes fundos e passou a investigar o caminho do dinheiro e seus possíveis beneficiários.
A busca na Faria Lima mostra que a investigação avançou para o mercado financeiro e agora tenta reconstruir toda a trajetória dos recursos.