Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, defendeu nesta segunda-feira (21) a criação de uma agência antifacção para ampliar o combate ao crime organizado no estado. A proposta prevê a integração permanente de diferentes órgãos estaduais e federais.
Segundo Haddad, a estrutura seria comandada pelo governador e reuniria polícias estaduais, Polícia Federal, Ministérios Públicos estadual e federal e Receita Federal. A ideia é ampliar o compartilhamento de informações e atacar também a estrutura financeira das organizações criminosas.
Entenda o que aconteceu
Haddad afirmou que o enfrentamento ao crime organizado exige uma atuação conjunta entre os governos estadual e federal. Na proposta apresentada pelo candidato, a agência antifacção funcionaria como uma estrutura de integração entre instituições que já atuam na investigação, repressão e fiscalização de atividades criminosas.
A ideia é reunir informações de diferentes órgãos para melhorar o trabalho de inteligência e identificar não apenas os responsáveis pelos crimes, mas também mecanismos utilizados pelas organizações para movimentar dinheiro e manter suas atividades.
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Agência reuniria órgãos estaduais e federais
A proposta prevê a participação das polícias de São Paulo, Polícia Federal, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Receita Federal.
Haddad defende que a cooperação entre essas instituições seja permanente. O objetivo, segundo o candidato, é evitar que as informações fiquem isoladas em diferentes estruturas e permitir uma atuação coordenada contra as organizações criminosas.
Durante a entrevista, ele citou operações recentes de combate ao crime organizado como exemplo da necessidade de integrar informações policiais, fiscais e financeiras.
Tecnologia seria usada no combate aos crimes
Outra frente defendida pelo candidato envolve o uso de inteligência artificial e ferramentas tecnológicas.
Haddad afirmou que pretende utilizar tecnologia para melhorar o combate a crimes como furtos e roubos de celulares. Também defendeu a possibilidade de registrar boletins de ocorrência pelo WhatsApp com auxílio de inteligência artificial.
A proposta busca facilitar o registro das ocorrências e fazer com que os dados cheguem mais rapidamente às forças de segurança, permitindo que as informações sejam utilizadas no planejamento do patrulhamento e das investigações.
Integração de dados orientaria o patrulhamento
Segundo Haddad, os registros poderiam ser utilizados em tempo real para identificar regiões com maior concentração de determinados crimes e orientar a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil.
O candidato argumenta que o cruzamento mais rápido das informações pode ajudar as forças de segurança a acompanhar a movimentação de grupos criminosos e ampliar a capacidade de resposta do Estado.
Haddad também fala em valorização dos policiais
Além da integração entre os órgãos, Haddad defendeu mudanças na política de valorização dos profissionais da segurança pública.
O candidato afirmou que pretende melhorar a remuneração de profissionais da área e citou especificamente os delegados da Polícia Civil.
A valorização salarial aparece, na proposta apresentada por Haddad, ao lado da tecnologia e da integração institucional como uma das frentes para melhorar a atuação das forças de segurança.
Candidato também promete rever contratos
Durante a entrevista, Haddad afirmou ainda que pretende revisar contratos da atual gestão do governo de São Paulo caso seja eleito.
Entre os contratos mencionados pelo candidato estão os relacionados à Sabesp, aos pedágios Free Flow e à CPTM.
Haddad comparou a proposta ao trabalho realizado durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda e afirmou que a revisão de contratos seria uma das prioridades dos primeiros meses de uma eventual gestão.
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Entenda o contexto
A segurança pública é um dos temas presentes na disputa pelo governo de São Paulo nas eleições de 2026. Haddad vem apresentando propostas voltadas ao combate ao crime organizado, ao uso de tecnologia e à integração entre diferentes forças de segurança.
Em agosto, o candidato já havia apresentado um plano para a área com uma estrutura de integração de órgãos estaduais e federais. A proposta também inclui uso de inteligência artificial e acompanhamento de indicadores de criminalidade.
Na entrevista desta segunda-feira, Haddad voltou a defender uma estrutura permanente de combate às facções e reforçou a necessidade de parceria entre o governo paulista e órgãos federais.
A criação e o funcionamento da estrutura, caso Haddad seja eleito e decida implementar a proposta, dependeriam das medidas administrativas e jurídicas necessárias e da articulação com as instituições previstas no projeto.
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