JBS registra prejuízo de US$ 102 milhões no 2º trimestre; BTG tem lucro de R$ 5,1 bilhões

Balanços divulgados nesta terça-feira mostram resultados distintos entre empresas; Natura teve queda de 92% no lucro, enquanto SBF e Movida mais que dobraram os ganhos
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As empresas começaram a divulgar os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, encerrado em junho. Entre os balanços apresentados nesta terça-feira (11), a JBS registrou prejuízo de US$ 102 milhões, enquanto BTG Pactual, Grupo SBF, Movida, Itaúsa, Hidrovias do Brasil e Caixa Seguridade tiveram lucro no período.

A JBS saiu de um lucro líquido de US$ 528 milhões no segundo trimestre do ano passado para um prejuízo de US$ 102 milhões entre abril e junho deste ano.

A Natura Cosméticos também registrou queda no resultado. O lucro líquido foi de R$ 35 milhões no segundo trimestre, recuo de 92,1% em relação aos R$ 446 milhões registrados nas operações continuadas no mesmo período de 2025.

Já o BTG Pactual apresentou lucro líquido ajustado de R$ 5,142 bilhões no segundo trimestre. O resultado representa alta de 6,9% em relação ao trimestre anterior e de 22,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Resultados positivos

O Grupo SBF, dono da Centauro, registrou lucro líquido de R$ 130,5 milhões entre abril e junho. O resultado foi 180,9% maior que os cerca de R$ 46,5 milhões registrados um ano antes.

A Movida teve lucro líquido de R$ 135,6 milhões no segundo trimestre, crescimento de 100,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Na Itaúsa, o lucro líquido recorrente chegou a R$ 4,31 bilhões, alta de 7,1% na comparação anual. A holding controla o Itaú Unibanco e possui participações em empresas como Motiva (ex-CCR), Dexco e Alpargatas.

O conselho de administração da Itaúsa também decidiu pagar, em 28 de agosto, juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 2,8 bilhões, equivalente a R$ 0,254 por ação. Os pagamentos já haviam sido declarados anteriormente.

A Hidrovias do Brasil fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 100 milhões, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025.

A Caixa Seguridade registrou lucro gerencial de R$ 1,14 bilhão, crescimento de 9,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Empresas com queda no lucro

A JSL, empresa de logística da Simpar, teve lucro líquido de R$ 12 milhões no segundo trimestre. O resultado representa queda de 43,7% em relação ao mesmo período de 2025.

A São Martinho também registrou retração. O lucro líquido entre abril e junho foi de R$ 38,1 milhões, queda de 39,3% na comparação anual. A receita líquida caiu 17,6%, para R$ 1,529 bilhão.

Outros destaques do mercado

Além dos balanços, outras empresas divulgaram informações relevantes nesta terça-feira.

A Polícia Civil de São Paulo decidiu indiciar dois executivos ligados ao Goldman Sachs por suspeita de estelionato e fraude relacionada à administração de sociedade por ações.

O Bradesco passou a deter 27.798.799 ações ordinárias da Brava Energia, o equivalente a aproximadamente 5,99% do capital social da companhia. A Cobas Asset Management, por outro lado, reduziu sua participação na Brava para 15.176.732 ações, correspondentes a 3,26% do total.

A Armac, especializada na locação de máquinas pesadas e equipamentos, recebeu o pedido de renúncia de José Augusto Pereira Aragão ao cargo de membro do conselho de administração.

A Taesa informou ter obtido da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a licença de instalação para o empreendimento Juruá Transmissora de Energia Elétrica, localizado em Barra Bonita (SP).

O fundo Concórdia TI, administrado pela Concórdia Asset, passou a deter 5,69% do capital social da construtora Gafisa.

Empresas que ainda divulgarão balanços

Após o fechamento do pregão desta terça-feira, devem publicar seus resultados Armac, Automob, B3, Bemobi, Blau, Brisanet, Cruzeiro do Sul, Cury, DexxosPar, Direcional, Enjoei, Espaçolaser, Eternit, Eucatex, Frasle Mobility, Helbor, LPS Brasil, São Carlos, Taesa, Taurus, Vamos, Vitru Educação e Viveo.

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