TRETA: Rico Melquiades e Thayse Oliveira batem boca por álbum de Anitta, veja o vídeo

Discussão em restaurante revela tensão entre fé, arte e influenciadoras nas redes sociais.
Redação NC News
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Rico Melquiades, campeão de A Fazenda 13, leva para as redes sociais uma discussão com Thayse Teixeira, apresentadora do SBT, e transforma um desentendimento em restaurante em debate público sobre fé, música pop e coerência religiosa.

Briga em restaurante vira pauta nas redes

O conflito começa nesta semana, durante um encontro em restaurante, quando os dois divergem sobre a polêmica em torno do álbum “Equilibrium”, de Anitta, e as críticas da influenciadora cristã Ayarla. O assunto, que já circula com força no ambiente digital, ganha novo capítulo quando Rico decide se explicar em vídeo.

Nas gravações, que se espalham por perfis no X (antigo Twitter) e no Instagram, ele insiste que o alvo nunca é a cantora. “Não, eu não estava criticando o álbum da Anitta, eu estava criticando a Thayse Teixeira”, afirma, em tom de correção a comentários que o colocavam como opositor direto da artista.

Rico mira a postura da apresentadora, que defende Anitta e ataca Ayarla, conhecida por seu conteúdo voltado ao público cristão. A avaliação dele é que há um descompasso entre a fé declarada por Thayse e a maneira como ela reage às críticas da influenciadora ao trabalho da cantora.

Coerência religiosa no centro da disputa

O ponto que mais incomoda Rico é o que ele chama de incoerência. “Por ela ser evangélica, por ela ser da igreja, eu não achei coerente a atitude dela em falar o que ela falou sobre a Ayarla”, dispara, situando a discussão menos na defesa de Anitta e mais na forma como figuras públicas que se declaram religiosas lidam com discursos de fé alheios.

Ayarla, que já abandona a carreira de criadora de conteúdo adulto, entra na polêmica ao criticar “Equilibrium” por trazer referências a religiões de matrizes africanas. Em vídeo, ela sustenta o argumento com passagens bíblicas dos livros de Êxodo e Mateus e diz que seu objetivo é “levar a palavra de Cristo”, não atacar a artista ou seus fãs.

Esse recorte inflama um campo sensível: de um lado, a liberdade artística e religiosa de quem vê as religiões de matriz africana representadas na obra; de outro, a liberdade de expressão de influenciadores cristãos que contestam esse tipo de referência. Thayse, ao tomar partido de Anitta contra Ayarla, acende o estopim que culmina na crítica de Rico.

Liberdade de expressão, fé e imagem pública

Nas redes, o campeão de A Fazenda 13 tenta se afastar de qualquer rótulo de intolerância. “Eu não tô nem aí, gente, pra quem é de qualquer religião. Eu tô ali good vibes, gente, eu sou de boa”, diz, insistindo que o foco da bronca é a amiga e não a fé de quem quer que seja. A fala busca blindá-lo de acusações de preconceito tanto de seguidores de Anitta quanto de públicos religiosos.

A discussão, no entanto, já extrapola o círculo dos três envolvidos e passa a tocar num nervo exposto do entretenimento brasileiro: até onde vai o limite do discurso religioso quando confronta expressões artísticas que se apoiam em símbolos de outras crenças? A resposta, como costuma ocorrer nesse tipo de embate, se fragmenta em bolhas digitais que reagem de maneira distinta.

Seguidores da influenciadora cristã veem na atitude de Ayarla o exercício legítimo de sua fé e de sua leitura da Bíblia. Parte dos fãs de Anitta enxerga nas críticas uma tentativa de deslegitimar religiões de matrizes africanas, historicamente alvo de preconceito. A intervenção de Thayse, ao desautorizar Ayarla, cria uma ponte entre esses grupos e expõe a apresentadora a cobranças de coerência vindas de todos os lados.

Impacto no meio artístico e danos de imagem

O episódio ganha repercussão justamente porque envolve três figuras de forte presença nas redes e em veículos tradicionais de comunicação. Rico circula como ex-participante vitorioso de reality de grande audiência; Thayse, como rosto do SBT, com visibilidade nacional; Ayarla, como voz ativa no nicho da mídia cristã. Cada movimento público tem efeito direto sobre contratos, convites e engajamento.

No curto prazo, quem mais capitaliza é o público, que acompanha em tempo real uma discussão que ajuda a escancarar os limites entre opinião pessoal e responsabilidade pública. O caso funciona como termômetro para apresentadores, produtores de conteúdo e artistas que lidam diariamente com temas religiosos e culturais em plataformas digitais.

Setores ligados ao entretenimento e à comunicação passam a enxergar com mais cuidado a associação de marcas e programas a debates desse tipo. Uma fala considerada desrespeitosa pode afastar parte do público cristão; uma crítica mal calibrada a referências de matriz africana pode ser lida como intolerância religiosa, com potencial de boicotes e campanhas organizadas.

Próximos passos e tensão em aberto

Rico tenta controlar danos ao reforçar, nos vídeos, que está em “vibe positiva” e não pretende alimentar brigas, sinalizando disposição para virar a página. A estratégia é típica de influenciadores que aprenderam a reagir rápido a crises de reputação, especialmente quando o embate envolve grandes artistas da música e temas sensíveis como fé e intolerância.

Thayse, ao manter a defesa de Anitta e a crítica a Ayarla, indica que não recua do posicionamento inicial. A insistência mostra que, para ela, o episódio não é apenas ruído de internet, mas um marco de postura pública diante de influenciadores que usam a Bíblia para questionar produtos culturais de massa.

A tendência, nos próximos dias, é que outras figuras do meio artístico e religioso se manifestem, ampliando o alcance da discussão. Em um cenário em que vídeos de poucos segundos viralizam com milhões de visualizações, qualquer novo comentário pode redefinir alianças, isolar personagens ou, ao contrário, abrir espaço para um acerto de contas público e mais conciliador.

Independentemente da solução imediata, o caso reforça uma lição que se impõe com força no entretenimento brasileiro: debates sobre religião e arte, quando travados à luz das redes sociais, dificilmente ficam restritos a uma mesa de restaurante. Tornam-se espelho de conflitos mais profundos sobre convivência, respeito e poder de fala no espaço público digital.

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