A pouco menos de dois meses do primeiro turno das eleições, 45% dos eleitores brasileiros se identificam com a direita ou com a centro-direita, segundo levantamento PoderData/Aya realizado entre 9 e 12 de agosto.
Do outro lado do espectro político, 29% se classificam como de esquerda ou centro-esquerda. A diferença entre os dois grupos chega a 16 pontos percentuais.
O levantamento também mostra uma parcela expressiva de eleitores que não se identifica com nenhuma das classificações apresentadas. 21% afirmam não ter posicionamento político, enquanto apenas 5% se colocam no centro.
Direita concentra maior parcela
Entre os entrevistados, 36% afirmam ser de direita, enquanto outros 9% se identificam como centro-direita.
A soma dos dois grupos representa quase metade do eleitorado pesquisado.
Na esquerda, 17% dizem se identificar diretamente com o campo, enquanto 12% se classificam como centro-esquerda.
Veja a distribuição no gráfico:

A pesquisa considera a maneira como os próprios entrevistados definem sua posição no espectro político. Portanto, os números não representam uma estimativa de intenção de voto para nenhum candidato ou partido.
21% não se identificam com nenhuma posição
Um dos dados que mais chama atenção no levantamento é o percentual de entrevistados que não se enquadram nas cinco categorias ideológicas apresentadas.
Mais de um em cada cinco brasileiros ouvidos, 21%, afirmou não possuir posicionamento político.
Esse grupo supera individualmente todas as classificações, com exceção da direita.
O centro, por sua vez, reúne apenas 5% dos entrevistados, sendo a menor parcela entre as cinco posições políticas apresentadas.

Diferença entre direita e esquerda chega a 16 pontos
Considerando as classificações de direita e centro-direita, o campo soma 45%. Já esquerda e centro-esquerda totalizam 29%. A diferença é de 16 pontos percentuais.
O resultado, entretanto, não deve ser confundido diretamente com uma vantagem eleitoral de determinado grupo, já que a pesquisa mede identificação ideológica, e não intenção de voto.
Além disso, a parcela de 21% que não se identifica com nenhuma posição representa um contingente relevante do eleitorado e pode ter peso nas disputas eleitorais.

Como a pesquisa foi feita
O levantamento PoderData/Aya ouviu 2.400 pessoas em 658 municípios das 27 unidades da Federação.
As entrevistas foram realizadas por telefone, utilizando linhas móveis e fixas, entre 9 e 12 de agosto de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06868/2026.

Entenda o contexto
O levantamento mostra um eleitorado brasileiro dividido de forma assimétrica no espectro ideológico: 45% se identificam com a direita ou centro-direita, contra 29% que se posicionam na esquerda ou centro-esquerda.
Ao mesmo tempo, os dados revelam que uma parcela significativa dos eleitores não se identifica com nenhuma dessas posições. Os 21% que não apontam uma classificação política representam um grupo maior do que o eleitorado que se declara de centro, centro-direita ou centro-esquerda individualmente.
É importante destacar que identificação ideológica não equivale a intenção de voto. Um eleitor que se declara de direita, por exemplo, não necessariamente votará em um candidato identificado com esse campo político. O mesmo vale para os demais grupos.
Com as eleições se aproximando, o dado ajuda a dimensionar o cenário ideológico do eleitorado, mas não permite, isoladamente, prever o resultado da disputa.