A Polícia Federal prendeu na noite desta quarta-feira (12) Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Ele é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Carlos Lopes havia sido indiciado em julho pela Polícia Federal e estava foragido desde novembro do ano passado, quando foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Presidente da Conafer se apresentou à PF
Segundo a Polícia Federal, Carlos Lopes se apresentou na Superintendência Regional da PF em Brasília na noite de quarta-feira.
Após os procedimentos necessários, ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional.
“Será encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe.”
A declaração foi divulgada pela Polícia Federal ao informar a prisão do presidente da Conafer.
Conafer é apontada como peça central
De acordo com as investigações, a Conafer teria papel central no esquema, sendo utilizada para realizar supostas filiações falsas e cobranças não autorizadas de beneficiários do INSS.
A entidade teria movimentado milhões de reais por meio de descontos realizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
A investigação busca identificar como os descontos eram realizados e quais pessoas e entidades participaram do esquema.
PF indiciou 48 pessoas
No mês passado, a Polícia Federal concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS
Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca.
Carlos Roberto Ferreira Lopes também foi incluído entre os investigados.
Investigação mira descontos em benefícios
A Operação Sem Desconto apura um esquema envolvendo descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
A suspeita é de que aposentados e pensionistas tenham sido incluídos em entidades sem autorização e passaram a ter valores descontados diretamente dos pagamentos recebidos do INSS.
A investigação continua e a responsabilidade individual dos envolvidos ainda será analisada pela Justiça.