Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a costa da Indonésia na madrugada deste sábado (15), pelo horário local — noite de sexta-feira (14) no Brasil. O tremor provocou danos em diferentes cidades, deixou ao menos 38 mortos, segundo as autoridades locais, e levou à emissão de um alerta de tsunami para áreas costeiras.
O terremoto ocorreu no mar, próximo à ilha de Flores, na região de Nusa Tenggara Oriental. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo foi registrado por volta das 5h58 no horário local, a apenas 10 quilômetros de profundidade.
A pouca profundidade do tremor aumentou a preocupação das autoridades e contribuiu para os efeitos sentidos em áreas próximas ao epicentro.
Terremoto provoca destruição e correria
Imagens registradas após o terremoto mostram moradores deixando prédios danificados e correndo pelas ruas em busca de locais seguros.
Em Maumere, na ilha de Flores, um terminal localizado em uma área portuária sofreu um desabamento parcial. Em Labuan Bajo, prédios também foram danificados.

Casas, hotéis e outras construções foram atingidos em cidades próximas ao epicentro, segundo informações divulgadas pela imprensa local.
Além dos danos materiais, equipes de emergência foram mobilizadas para procurar vítimas e avaliar a situação das estruturas atingidas.
O tremor principal também foi seguido por pelo menos três abalos secundários, incluindo um de magnitude 6,1, segundo os dados disponíveis inicialmente.
Alerta de tsunami foi emitido após o terremoto
Pouco depois do terremoto, a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia emitiu um alerta de tsunami para regiões potencialmente afetadas.
A população que estava em áreas costeiras recebeu orientação para se afastar de praias e margens de rios e procurar locais mais altos.
A preocupação estava relacionada ao fato de o terremoto ter ocorrido no mar e em uma região relativamente rasa, condições que podem favorecer o deslocamento de grandes volumes de água.

As autoridades passaram a monitorar os níveis do mar para identificar possíveis alterações provocadas pelo tremor.
Posteriormente, foram registradas ondas de até 1 metro. Com a redução do risco, o alerta de tsunami foi retirado.
Por que a Indonésia sofre tantos terremotos?
A Indonésia está localizada em uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta.
O país é formado por mais de 17 mil ilhas e está situado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa ao redor do Oceano Pacífico marcada pela presença de vulcões e falhas geológicas.
A região concentra o encontro de diferentes placas tectônicas. O movimento dessas placas provoca a liberação de grandes quantidades de energia acumulada no subsolo, dando origem a terremotos e, em determinadas situações, tsunamis.
Por isso, terremotos de diferentes intensidades fazem parte da realidade cotidiana de diversas comunidades indonésias.
O que se sabe até agora
- Magnitude: 7,7;
- Local: costa da Indonésia, próximo à ilha de Flores;
- Horário: aproximadamente 5h58 de sábado (15), no horário local;
- Profundidade: 10 quilômetros;
- Mortos: ao menos 38;
- Abalos secundários: pelo menos três, incluindo um de magnitude 6,1;
- Tsunami: alerta emitido após o terremoto e posteriormente retirado;
- Ondas registradas: de até 1 metro;
- Danos: casas, hotéis, prédios e uma estrutura portuária foram atingidos.
As autoridades ainda devem atualizar os números de vítimas e os danos provocados pelo terremoto à medida que as equipes de emergência avançarem nas áreas atingidas.
Vídeos da tragédia
Veja como foi o caos na Indonésia a partir da perspectiva dos moradores.
Entenda o contexto
A Indonésia está entre os países mais expostos a terremotos e atividade vulcânica do mundo por sua localização no Círculo de Fogo do Pacífico. A combinação entre falhas geológicas, encontro de placas tectônicas e comunidades instaladas próximas ao litoral faz com que grandes terremotos possam representar também risco de tsunami.
No caso do tremor deste sábado, a emissão do alerta ocorreu justamente pela combinação entre alta magnitude, ocorrência no mar e baixa profundidade. Embora ondas tenham sido registradas, o fenômeno não evoluiu para um tsunami de grandes proporções, e o alerta acabou retirado pelas autoridades.