Cristiano Ronaldo: “Este é meu último ano”

Aos 41 anos, Ronaldo planeja encerrar a carreira após a temporada 2026/27, buscando alcançar a marca histórica de 1.000 gols.
Redação NC News
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Cristiano Ronaldo avisa que o fim está perto. Aos 41 anos, o português afirma que a temporada 2026/27 provavelmente será sua última como jogador profissional e coloca como meta chegar aos mil gols oficiais.

Reta final no Al-Nassr e a corrida pelos mil gols

O atacante do Al-Nassr fala em tom de despedida ao mesmo tempo em que mantém a ambição que marcou a carreira. Em entrevista à revista Vogue, ele diz que ainda pretende “deixar um legado espetacular” antes de pendurar as chuteiras.

Os números mostram o tamanho do desafio que ainda o move. Cristiano soma 976 gols em 1.330 partidas oficiais e precisa de menos de 30 gols para alcançar a marca histórica dos mil. Nenhum jogador de alto nível atinge esse patamar até aqui.

Mesmo em clima de contagem regressiva, ele segue comprometido com o clube saudita, com o qual tem contrato até julho de 2027. A temporada atual é tratada por Ronaldo como a última, ainda que o vínculo permita um prolongamento, caso ele mude de ideia.

O português retorna recentemente das férias, volta aos treinos e acompanha das arquibancadas a vitória por 3 a 0 do Al-Nassr sobre o Al Fateh na estreia do campeonato saudita. A cena reforça um momento de transição: ídolo ainda decisivo, mas já planejando a saída de cena.

“Meu futuro está todo planejado”

Na entrevista, concedida poucos dias depois do casamento com Georgina Rodríguez, Cristiano Ronaldo deixa claro que não pensa mais apenas em treinos, gols e títulos. O tom é de balanço de vida e preparação para um vazio que ele sabe que virá quando o futebol acabar.

“Este é, provavelmente, o meu último ano no futebol e quero deixar um legado espetacular”, afirma.

A frase cristaliza a consciência de fim de ciclo, mas também a recusa em se despedir por baixo. Ele quer sair ainda em alto nível e com números difíceis de serem alcançados.

Questionado sobre o que vem depois, o craque garante que não haverá improviso.

“Meu futuro está todo planejado. Tenho tantas coisas que me mantêm ocupado que é difícil destacar apenas uma. Como o futebol pode deixar um grande vazio, é preciso preencher o tempo de várias formas, não apenas uma. E também divertir-me mais, viajar mais, ver e jogar padel, que gosto muito, e continuar a desfrutar do que conquistei”, diz.

Nas entrelinhas, aparece o peso do esforço para chegar até aqui.

“Porque, afinal, foram 25 anos com muitos sacrifícios”, completa.

O discurso indica que, mais que cansaço físico, Ronaldo sente o desgaste de uma vida inteira organizada em torno do rendimento máximo.

Impacto no Al-Nassr e no futebol mundial

A perspectiva de aposentadoria de um dos maiores jogadores da história mexe com mais gente do que o próprio Cristiano. O Al-Nassr precisa lidar com a possibilidade de perder, em poucos meses, o rosto mais global do projeto de expansão do futebol saudita.

Dentro de campo, a saída significará a perda de um líder técnico e de um goleador ainda capaz de decidir jogos. Fora dele, o clube também sofre: Cristiano Ronaldo hoje é um dos principais motores de audiência, venda de camisas, patrocínios e exposição internacional do campeonato saudita.

Para a liga árabe, que se apoia em estrelas veteranas para ganhar relevância, a despedida do português tende a reduzir o brilho. A presença do camisa 7 atrai holofotes que poucas outras figuras conseguem reproduzir. A contagem para os mil gols aumenta esse interesse e transforma cada partida em evento.

No cenário global, a aposentadoria de Ronaldo encerra uma era em que seu nome domina debates, recordes e premiações. Plataformas de mídia, marcas esportivas e organizadores de eventos perdem uma das figuras mais rentáveis e midiáticas em atividade.

Legado, família e a vida depois da bola

O anúncio informal da reta final reacende discussões sobre o legado de Cristiano Ronaldo: sua rotina de treino obsessiva, o físico mantido em alto nível aos 41 anos, a capacidade de se reinventar em diferentes ligas e seleções. Torcedores e especialistas já tratam a temporada como uma espécie de tour de despedida não oficial.

Dentro de casa, o foco muda. O casamento com Georgina Rodríguez, oficializado recentemente, simboliza essa virada de página. A família, que inclui Cristiano Ronaldo Jr. e os outros filhos, passa a ocupar o centro dos planos do atacante. Viagens, tempo com as crianças e novos projetos fora dos gramados entram no radar.

A escolha pelo padel como hobby recorrente indica o desejo de manter-se ativo sem a pressão diária dos treinamentos de elite. Ex-jogadores costumam migrar para funções técnicas, empresariais ou midiáticas. Ronaldo, com seu nome e alcance global, tem margem para transitar por todos esses mundos.

Até o apito final, porém, a prioridade é clara: somar os gols que faltam, conduzir o Al-Nassr o mais longe possível e deixar o campo pela última vez com a sensação de missão cumprida. A temporada em andamento ganha contornos de contagem regressiva, com milhões de olhares acompanhando cada chute do português.

Os próximos meses devem ser marcados por homenagens, debates sobre sua posição na história do futebol e expectativas em torno do anúncio oficial da aposentadoria. Quando isso acontecer, o esporte perde um protagonista diário, mas ganha um personagem pronto para ocupar outro tipo de palco.

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