Lula diz que Haddad foi o “melhor ministro da Educação” e pede votos para petista ao Governo de SP

Em discurso, presidente também prometeu apresentar com Alckmin uma proposta de governo para 2027 e defendeu investimentos em educação, segurança pública e nas indústrias.
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Candidato à reeleição,  Lula  afirmou, durante o lançamente de campanha para o Palácio do Planalto, que Fernando Haddad foi o “melhor ministro da Educação que esse país já teve” e pediu votos para o petista na disputa pelo Governo de São Paulo. A declaração foi feita durante um discurso a apoiadores, no qual Lula também antecipou parte das propostas que pretende apresentar para um eventual quarto mandato.

Ao falar sobre educação, Lula destacou programas e investimentos realizados durante seus governos e os da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo o presidente, o país tinha cerca de 5 milhões de brasileiros no mercado de trabalho com diploma universitário quando ele assumiu a Presidência, em 2003. Lula afirmou que atualmente seriam 25 milhões.

Lula exalta Haddad e fala em novas propostas para São Paulo

Durante o discurso, Lula disse que Haddad terá uma atuação importante na área da educação caso seja eleito governador de São Paulo.

“Eu tô falando bem do Haddad, porque o Haddad foi o melhor ministro da Educação que esse país já teve”, afirmou o presidente.

A fala ocorreu em meio à defesa de uma agenda voltada à ampliação do acesso à educação. Lula afirmou que pretende investir em formação profissional, escolas de tempo integral e expansão da rede de ensino.

O presidente também afirmou que pretende apresentar, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, uma proposta de governo para o próximo ano. Segundo Lula, o anúncio deve ocorrer dentro de dez ou quinze dias.

Educação é apresentada como prioridade

Lula dedicou parte significativa do discurso à educação. Ele afirmou que o futuro do país depende da formação de crianças e jovens e defendeu que a escola tenha papel além da preparação para o mercado de trabalho.

O presidente também citou a expansão dos institutos federais e afirmou que ele e Dilma Rousseff foram responsáveis pela criação de centenas de unidades durante seus governos.

Outro ponto abordado foi a comparação entre os custos de manter um estudante em uma universidade e de manter uma pessoa presa. Lula afirmou que, em São Paulo, o custo anual de um estudante seria de R$ 20 mil, enquanto o de um preso chegaria a R$ 35 mil.

A partir da comparação, o presidente defendeu investimentos em educação como estratégia de prevenção à criminalidade.

Segurança pública entra no discurso

Lula também falou sobre segurança e defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública, caso seja aprovada a PEC da Segurança Pública que, segundo ele, havia sido encaminhada à comissão no dia anterior.

A proposta, de acordo com o presidente, teria como objetivo dividir responsabilidades entre União, estados e municípios.

Na fala, Lula também criticou a circulação de armas e relacionou o comércio de armamentos ao fortalecimento do crime organizado. Ele defendeu uma atuação que atinja também os responsáveis pelo financiamento das organizações criminosas, e não apenas os integrantes que atuam diretamente nas comunidades.

Lula defende indústria e exploração de minerais estratégicos

Outro tema abordado foi a política industrial. Lula defendeu que o Brasil amplie a capacidade de transformar internamente minerais considerados estratégicos, citando terras raras e a produção de componentes como celulares, chips e baterias elétricas.

Segundo o presidente, o objetivo é evitar que o país apenas exporte matérias-primas para depois importar produtos industrializados.

“Nós queremos extrair aqui, transformar aqui, industrializar aqui, produzir aqui, gerar emprego aqui, gerar riqueza”, afirmou.

Lula também mencionou investimentos de quase R$ 800 bilhões relacionados à industrialização e afirmou que a indústria brasileira cresceu 3,4%.

Presidente pede votos para Haddad

Na parte final do discurso, Lula fez um apelo direto aos apoiadores para que votem em Haddad na disputa pelo Governo de São Paulo.

“Não se esqueçam de votar no Haddad para governador”, disse o presidente.

Lula também defendeu que seus aliados conquistem maioria no Congresso Nacional para viabilizar as propostas apresentadas pelo grupo político.

O discurso teve, portanto, um tom de mobilização eleitoral, com Lula combinando a defesa de resultados de seus governos com críticas aos adversários e pedidos para que os apoiadores façam comparações entre as diferentes propostas para a eleição.

Entenda o contexto

A fala de Lula reúne três frentes centrais para a estratégia eleitoral do presidente: a defesa do legado de seus governos, a apresentação de propostas para um eventual novo mandato e o apoio direto a candidatos aliados.

No caso de São Paulo, o presidente aproveitou o discurso para reforçar a candidatura de Fernando Haddad ao Governo do Estado e destacar a atuação do petista como ministro da Educação.

Ao mesmo tempo, Lula sinalizou que pretende apresentar, ao lado de Geraldo Alckmin, uma nova proposta de governo nos próximos dias, ampliando o tom eleitoral do discurso.

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