Justiça torna réu motorista bêbado que causou morte de nutricionista

Murilo Rabello Abite, de 26 anos, responde por homicídio culposo e lesão corporal após acidente no Guarujá
Redação NC News
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tornou réu o empresário Murilo Rabello Abite, de 26 anos, acusado de dirigir embriagado e provocar um acidente que terminou com a morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, no Guarujá, litoral de São Paulo.

O acidente aconteceu em 18 de julho, no bairro Pitangueiras. Segundo as informações do processo, Murilo voltava de uma festa com amigos quando perdeu o controle do veículo e bateu contra um poste na Avenida Leomil.

Além do motorista, havia sete pessoas dentro do carro, entre elas Daniella. A jovem sofreu um grave trauma na cabeça e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Motorista estava sob efeito de álcool

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados após a colisão e constataram sinais de embriaguez no motorista.

Murilo teria se recusado a realizar o teste do bafômetro, mas foi submetido posteriormente a um exame pericial que confirmou o consumo de álcool.

O Ministério Público de São Paulo apontou que o motorista teria agido de maneira “imprudente e negligente” ao conduzir o veículo após consumir bebida alcoólica.

A promotoria também destacou que os passageiros estavam sem o cinto de segurança, situação que, segundo o órgão, aumentou o risco de consequências graves em caso de acidente.

Nutricionista não resistiu aos ferimentos

Daniella estava entre os passageiros do veículo e sofreu um trauma grave no crânio após a batida.

Ela foi retirada do carro e encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

O sepultamento ocorreu em 20 de julho, no Cemitério Vila Júlia, no Guarujá. Familiares e amigos lamentaram a morte da jovem nas redes sociais.

Os outros seis passageiros tiveram ferimentos considerados leves ou sofreram apenas escoriações, conforme informações da Secretaria da Segurança Pública.

Réu responde ao processo em liberdade

Murilo foi preso em flagrante depois do acidente, mas recebeu liberdade provisória após o pagamento de fiança equivalente a cinco salários mínimos.

A Justiça também determinou a suspensão da carteira de habilitação.

Agora, com o recebimento da denúncia, o empresário passa à condição de réu e responderá ao processo por homicídio culposo e lesão corporal culposa.

O Ministério Público também pediu que ele seja condenado ao pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros de Daniella.

Para outra passageira que ficou ferida no acidente, a promotoria solicitou uma indenização de pelo menos três salários mínimos.

Investigação aponta excesso de passageiros

A quantidade de pessoas dentro do carro também entrou na apuração.

Segundo as informações do processo, o veículo transportava sete passageiros além do motorista? Não: ao todo, eram sete ocupantes no carro, incluindo o motorista, conforme a descrição do caso. A promotoria ainda apontou que os passageiros não utilizavam cinto de segurança.

A Justiça deverá analisar as circunstâncias do acidente e as provas reunidas durante a investigação para definir a responsabilidade criminal do motorista.

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