Avaí e Sport se enfrentam hoje, às 19h30, na Ressacada, em Florianópolis, pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, em jogo com transmissão ao vivo por streaming e escalações já definidas. O confronto coloca de um lado um time catarinense pressionado pela zona de rebaixamento e, do outro, um pernambucano em reação e novamente instalado no G-6.
O duelo mexe diretamente com a tabela. Uma vitória em casa pode tirar o Avaí da parte mais crítica da classificação e dar fôlego para a reta final. Um triunfo fora mantém o Sport na zona de acesso e reforça a briga pelo retorno à elite.
Avaí aposta em defesa com cinco e clima de reação
O Avaí chega ao jogo embalado pela vitória por 2 a 1 sobre o Operário-PR, conquistada fora de casa com virada nos minutos finais. O resultado encerra a sequência de tropeços e reabre a porta para uma reação na Série B, ainda que o time inicie a rodada dentro do Z-4.
Allan Aal muda a cara da equipe ao adotar uma formação com cinco defensores. A escolha, inicialmente vista como recurso de emergência, vira plano principal após o bom desempenho no Paraná. “A mudança funcionou e pode ser repetida diante do Sport, principalmente pela necessidade de somar pontos em casa”, afirma o técnico.
O treinador, porém, não tem elenco completo. Daniel Penha, Juan Rocha e Pedro Cuiabá seguem no departamento médico e desfalcam o time em um momento decisivo. A lista de pendurados também pesa no planejamento: Daniel Penha, Jean Lucas, Thayllon e Wallison jogam sob o risco de suspensão para a próxima rodada.
Mesmo com limitações, Allan Aal mantém a proposta mais cautelosa, imaginando o Sport com posse de bola e volume ofensivo. A ideia é segurar o ímpeto pernambucano, explorar a pressão da torcida na Ressacada e tentar decidir o jogo em transições rápidas.
Sport mira sequência e blindagem no G-6
O Sport desembarca em Florianópolis em cenário bem distinto. Após vencer o Vila Nova por 1 a 0 e o Londrina por 2 a 1, engata duas vitórias seguidas e retoma a confiança perdida em uma série de resultados ruins. A arrancada coloca o clube na sexta posição, com 35 pontos, dentro do grupo de acesso.
Gilmar Dal Pozzo não esconde o alívio pela recuperação. “O momento é de recuperação. As vitórias contra Vila Nova e Londrina devolveram confiança ao elenco”, diz o treinador, que enxerga o duelo na Ressacada como oportunidade para consolidar o bom momento e abrir distância para os concorrentes diretos.
O técnico, porém, também precisa se ajustar a desfalques. O atacante Barletta sofre lesão na coxa e fica fora da partida. Marlon Douglas aparece como principal candidato à vaga, enquanto Biel e Juan Alano surgem como alternativas para mexer na estrutura do ataque sem perder agressividade pelos lados.
Na lateral direita, a volta de Augusto Pucci após suspensão não garante retorno imediato ao time. A tendência é que Claudinho, em boa sequência, siga como titular, mantendo a base que reacende o Sport nas últimas rodadas.
Escalações definidas e jogo de xadrez tático
Com as estratégias traçadas, os times entram em campo com escalações confirmadas. O Avaí vai a campo com Bruno Ferreira; João Vitor, Jefferson Maciel, Allyson, Reynaldo e William; Paulo Vitor, Luiz Henrique e Jean Lucas, com possibilidade de entrada de Léo Chú; Thayllon e Felipe Vizeu formam a dupla ofensiva.
O Sport repete o desenho que dá certo recentemente, mesmo com ajustes pontuais. A equipe entra com Thiago Couto; Claudinho, Marcelo Ajul, Kayky Almeida e Felipinho; Zé Gabriel, Willian Oliveira e Biel; Clayson, Diego Hernández e Perotti. O banco oferece alternativas para mudar o ritmo da partida no segundo tempo, caso o placar exija.
O encontro opõe um Avaí mais protegido, que fortalece a linha de cinco defensores e tenta reduzir espaços próximos da área, a um Sport habituado a propor o jogo. O time pernambucano depende da boa fase de Perotti e da mobilidade de Clayson e Diego Hernández para furar o bloqueio catarinense.
As ausências obrigam os treinadores a improvisar. Sem Daniel Penha, o Avaí perde criatividade na ligação com o ataque e precisa de mais participação de Jean Lucas e Luiz Henrique na construção. Do lado rubro-negro, a saída de Barletta exige que Marlon Douglas ou Biel mantenham profundidade pelos lados, condição essencial para abrir a defesa de cinco.
Impacto direto na tabela e pressão nas arquibancadas
O peso do resultado vai além dos três pontos. Uma vitória do Avaí pode tirá-lo da zona de rebaixamento e aliviar a pressão política e financeira que ronda clubes ameaçados de queda. Permanecer no Z-4, em contrapartida, mantém o risco esportivo elevado e reduz margens para erro nas rodadas seguintes.
Para o Sport, o jogo vale blindagem no G-6. Vencer na Ressacada significa se manter à frente de rivais diretos e ganhar gordura para momentos de oscilação que costumam surgir na reta final da Série B. Uma derrota, porém, recoloca o time na mira de concorrentes por vaga no acesso.
A transmissão ao vivo por plataforma de streaming amplia o alcance do duelo. Torcedores de todo o país acompanham um jogo que influencia também outras disputas, como a de clubes que rondam a zona de rebaixamento ou o bloco de acesso. Olheiros e dirigentes monitoram desempenhos individuais, atentos ao mercado de jogadores para a próxima temporada.
O estádio cheio adiciona um componente emocional. A torcida do Avaí, impaciente com a campanha, cobra reação imediata. A do Sport, em grande fase, pressiona mesmo à distância. Quem lidar melhor com esse ambiente leva vantagem num jogo que pode redefinir o roteiro de ambos na Série B.
As próximas rodadas vão dizer se o encontro na Ressacada marca apenas mais um capítulo da maratona ou o ponto de virada para Avaí e Sport. Hoje, o tabuleiro da Série B passa por Florianópolis.