Ligue 180 ultrapassa 1 milhão de atendimentos em 2026

Central registrou mais de 1 milhão de chamadas nos primeiros sete meses do ano, volume equivalente a 95% de todo o registrado em 2025
Redação NC News
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A Central de Atendimento à Mulher, conhecida como Ligue 180, ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos nos primeiros sete meses de 2026. Entre 1º de janeiro e 31 de julho, foram registrados 1.035.647 atendimentos, segundo levantamento do Ministério das Mulheres.

A Central de Atendimento à Mulher, conhecida como Ligue 180, ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos nos primeiros sete meses de 2026. Entre 1º de janeiro e 31 de julho, foram registrados 1.035.647 atendimentos, segundo levantamento do Ministério das Mulheres.

Os dados apontam ainda que a violência psicológica continua sendo a forma de violência mais denunciada pelas mulheres que procuram o serviço.

Volume se aproxima do total de todo o ano passado

O ritmo de atendimentos registrado em 2026 fez com que o Ligue 180 se aproximasse, em apenas sete meses, de todo o volume contabilizado durante o ano anterior.

O levantamento considera os atendimentos realizados entre janeiro e julho. São registros que incluem denúncias e também pedidos de informação relacionados à violência contra a mulher e à rede de proteção.

A alta procura mostra a importância de canais que possam orientar mulheres em situações de violência e direcioná-las aos serviços disponíveis.

Violência psicológica lidera os registros

Entre os dados apresentados pelo Ministério das Mulheres, a violência psicológica aparece como a mais denunciada.

Esse tipo de violência pode envolver comportamentos que provocam medo, constrangimento, humilhação ou redução da autoestima da vítima.

O levantamento reforça que a violência contra a mulher não se limita às agressões físicas. A procura pelo Ligue 180 também permite identificar situações de violência que acontecem dentro de relacionamentos e ambientes familiares.

São Paulo lidera atendimentos

Entre os estados brasileiros, São Paulo aparece na liderança do ranking de atendimentos registrados pelo Ligue 180.

O resultado coloca o estado em destaque entre as unidades da federação que mais procuraram o serviço durante o período analisado.

Além das denúncias, uma parcela importante dos contatos está relacionada à busca por informações sobre os serviços que fazem parte da rede de proteção às mulheres.

Central também oferece informação e orientação

O Ligue 180 não funciona apenas como canal para denúncias. O serviço também orienta mulheres sobre os caminhos disponíveis para buscar ajuda e sobre os equipamentos públicos que integram a rede de atendimento.

Por isso, os números contabilizados pelo Ministério das Mulheres reúnem diferentes tipos de atendimento, incluindo pedidos de informação e registros relacionados a situações de violência.

A central funciona como uma porta de entrada para mulheres que precisam entender quais serviços procurar e quais medidas podem ser tomadas diante de uma situação de violência.

Mais de 4,8 mil atendimentos por dia

Considerando os 1.035.647 atendimentos registrados entre janeiro e julho, a média foi de aproximadamente 4.884 contatos por dia.

O número ajuda a dimensionar a procura pelo serviço e também mostra como o Ligue 180 se tornou uma ferramenta importante para mulheres que buscam orientação ou precisam denunciar situações de violência.

O levantamento do Ministério das Mulheres mostra que, antes mesmo de terminar 2026, a central já alcançou quase todo o volume registrado durante os 12 meses do ano passado.

Um alerta para a rede de proteção

A quantidade de atendimentos também reforça a necessidade de manter uma rede preparada para receber as mulheres que procuram ajuda.

Depois do contato com a central, a orientação pode envolver diferentes serviços especializados, de acordo com a situação apresentada pela vítima.

Ligue 180 registrou mais de 1 milhão de atendimentos nos primeiros sete meses de 2026, número que já corresponde a 95% de todo o volume registrado durante o ano passado.

Os dados, portanto, não representam apenas números de chamadas. Eles ajudam a dimensionar a demanda por informação, acolhimento e proteção diante da violência contra a mulher no país.

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