Prefeitura nega fim de acolhimento a mulheres vítimas de violência em Mogi e anuncia ampliação regional

Segundo a Secretaria de Assistência Social, serviço continuará sendo prestado pela ONG Recomeçar em novo endereço sigiloso e passará a atender mulheres de outras cidades da região
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A Prefeitura de Mogi das Cruzes afirma que o serviço de acolhimento para mulheres vítimas de violência não será encerrado no município. Após a publicação de reportagem sobre a não renovação do atual contrato com a Associação Recomeçar, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou ao NC News que o atendimento será mantido e reorganizado a partir de 2027.

A parceria atualmente vigente segue até 31 de dezembro de 2026. Segundo a Prefeitura, no próximo ano, a estrutura será transferida para um novo endereço, que continuará sendo mantido em sigilo por questões de segurança.

 

 

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A administração municipal também informou que a Associação Recomeçar continuará responsável pela prestação dos serviços. A mudança, de acordo com a Prefeitura, faz parte de um processo de reordenamento e qualificação da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência.

 

Serviço será ampliado para outras cidades

Além de manter o acolhimento em Mogi das Cruzes, a Prefeitura afirma que a nova estrutura terá atuação regional e poderá atender mulheres de outras dez cidades que integram a rede da Casa de Proteção às Mulheres.

A proposta é concentrar o atendimento em uma estrutura regionalizada, mantendo o endereço sob sigilo e ampliando a abrangência do serviço prestado pela Associação Recomeçar.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, Mogi das Cruzes já conta com outros serviços voltados à proteção de mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade.

A existência da rede de acolhimento no município consta também nos canais oficiais da Prefeitura. Atualmente, a administração mantém serviço provisório destinado a mulheres, acompanhadas ou não dos filhos, que estejam sob ameaça ou risco de morte em razão de violência doméstica ou familiar. O endereço da unidade é mantido em sigilo para preservar a segurança das acolhidas.

 

Prefeitura diz que rede existente atende à demanda

De acordo com a administração municipal, os serviços atualmente disponíveis conseguem atender à demanda e atuar na prevenção de situações que poderiam levar as mulheres ao acolhimento institucional.

A avaliação apresentada pela Prefeitura é de que a rede de proteção consegue oferecer alternativas de atendimento antes que seja necessário o encaminhamento para uma casa de acolhimento.

A Secretaria de Assistência Social afirma ainda que nenhuma mulher vítima de violência ficará desassistida durante a mudança do modelo.

 

O que muda em 2027

A principal mudança prevista para o próximo ano é a transferência da estrutura para um novo endereço e a ampliação do atendimento para mulheres de outros municípios da região.

A Prefeitura afirma que o serviço continuará sendo subsidiado pelo poder público e prestado pela Associação Recomeçar. A atual parceria permanece válida até 31 de dezembro de 2026.

Documentos oficiais do município já registram a Associação Recomeçar como responsável pelo serviço de acolhimento institucional destinado a mulheres vítimas de violência. A Prefeitura também mantém a Casa Abrigo entre os serviços oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

 

Prefeitura divulga nota oficial

Em nota enviada ao NC News, a Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que o serviço segue normalmente em Mogi das Cruzes.

Segundo a pasta, está sendo realizado um processo de “reordenamento e qualificação da rede de atendimento”, de acordo com a demanda identificada.

A Secretaria também afirma que existem alternativas de acolhimento já disponíveis e que novos serviços poderão ser ampliados conforme a necessidade.

A Prefeitura mantém ainda canais de encaminhamento para mulheres que precisam de acolhimento. De acordo com o serviço oficial da Casa Abrigo, o acesso pode ocorrer por meio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e da Delegacia de Defesa da Mulher.

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