A formação de jogadores se tornou um dos principais ativos do futebol espanhol. Além de revelar talentos para os grandes clubes e para a seleção, as categorias de base também passaram a representar uma importante fonte de receita para as equipes.
Um estudo da LaLiga mostra que 25 dos 26 jogadores da Espanha campeã mundial de 2026 passaram por categorias de formação antes de chegar ao futebol profissional.
O levantamento também aponta que clubes responsáveis por revelar atletas posteriormente negociados movimentaram mais de € 466 milhões em taxas de transferência, o equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões.
A base também gera receita
O modelo adotado pelos clubes espanhóis mostra que investir na formação pode trazer retorno dentro e fora de campo.
Quando um jogador revelado nas categorias de base chega ao futebol profissional, o clube passa a contar com uma opção esportiva desenvolvida internamente. Caso o atleta seja negociado posteriormente, a transferência também pode representar uma importante fonte de receita.
Dessa forma, o investimento realizado durante os anos de formação pode gerar retorno esportivo e financeiro.
Jogadores formados pelos clubes ganharam espaço
Na temporada 2025/26, jogadores formados nos próprios clubes foram responsáveis por 20,1% dos minutos disputados na LaLiga.
O índice foi o maior entre as cinco principais ligas europeias.
O número mostra que os clubes espanhóis não apenas investem na formação de jovens atletas, mas também conseguem criar oportunidades para que eles cheguem ao elenco profissional e tenham participação efetiva nas competições.
Impacto chega à seleção espanhola
A força das categorias de base também aparece na seleção nacional.
Dos 26 jogadores que fizeram parte da Espanha campeã mundial em 2026, 25 tiveram passagem por categorias de formação.
O dado reforça a importância do trabalho realizado pelos clubes desde as categorias mais jovens até a chegada dos atletas ao futebol profissional.
A formação, nesse cenário, deixa de ser apenas uma estratégia para desenvolver jogadores e passa a fazer parte de um projeto mais amplo para fortalecer o futebol espanhol.
Clubes transformam formação em patrimônio
O desenvolvimento de jogadores também permite que os clubes construam patrimônio esportivo.
Um atleta formado internamente pode permanecer durante anos no time principal, ajudando em competições nacionais e internacionais. Quando uma transferência acontece, o jogador ainda pode gerar uma receita significativa para o clube que participou de sua formação.
Esse modelo cria um ciclo que conecta base, futebol profissional e mercado de transferências.
Modelo espanhol ganha destaque
Os números apresentados pela LaLiga mostram como as categorias de formação podem contribuir para diferentes áreas do futebol.
A base ajuda a revelar jogadores para os principais clubes, aumenta as oportunidades para jovens atletas e pode gerar valores milionários em negociações.
Ao mesmo tempo, o modelo contribui para a formação de uma seleção nacional competitiva, como demonstrado pelo desempenho da Espanha no Mundial de 2026.
Formação virou estratégia de negócio
O futebol espanhol mostra que investir na base não precisa ser encarado apenas como uma despesa.
Quando existe planejamento, estrutura e espaço para os jovens no futebol profissional, a formação pode se transformar em um ativo estratégico para os clubes.
O resultado aparece nos gramados, com mais jogadores formados internamente, e também nos cofres, com transferências que movimentam milhões de euros.