Drones interrompem voos em São Paulo e fecham aeroporto de Guarulhos por 30 minutos

Presença de equipamentos não autorizados perto da pista obrigou a suspensão de pousos e decolagens; ao menos 10 voos foram alternados para outros aeroportos.
Redação NC News
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Uma cena que nenhum passageiro gostaria de encontrar antes de embarcar provocou uma interrupção no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. A presença de drones não autorizados no espaço aéreo próximo às pistas fez com que pousos e decolagens fossem suspensos por cerca de 30 minutos depois que os equipamentos foram identificados nas proximidades da cabeceira da pista. Por segurança, a operação foi paralisada e aeronaves que estavam previstas para pousar precisaram ser direcionadas para outros aeroportos.

Segundo a concessionária GRU Airport, ao menos 10 voos foram alternados antes que as operações fossem normalizadas.

Por que um drone pode parar um aeroporto inteiro?

A decisão de interromper os voos não foi exagero. Um drone circulando próximo a uma aeronave pode representar risco de colisão, principalmente durante as fases de aproximação e decolagem, consideradas momentos críticos da operação aérea. Um equipamento desse tipo pode atingir partes sensíveis de um avião, como motores ou para-brisa, além de obrigar pilotos a realizar manobras de emergência.

Por isso, quando há identificação de um drone em área de risco, a prioridade passa a ser a segurança dos passageiros, tripulações e funcionários.

A própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aponta os drones como um dos fatores que podem afetar a segurança das operações aeroportuárias.

Voos precisaram ser desviados

Com as pistas temporariamente fechadas, algumas aeronaves que tinham Guarulhos como destino precisaram seguir para outros terminais.

Entre os aeroportos que receberam voos alternados estão Viracopos, no interior de São Paulo, além de terminais em outras cidades, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Ribeirão Preto.

A operação foi retomada ainda na noite de quarta-feira, depois que as autoridades avaliaram que havia condições para a circulação segura das aeronaves.

Não é a primeira vez

Em fevereiro de 2026, o Aeroporto de Guarulhos também teve as operações interrompidas após a presença de drones na área de aproximação. Na ocasião, o problema provocou impacto em dezenas de voos e exigiu a atuação das autoridades de segurança.

O histórico mostra por que a presença desses equipamentos é tratada com tanta cautela nos aeroportos.

O Manual para Identificação e Captura de Drones em Ambientes Aeroportuários, da Anac, destaca que voos irregulares de drones podem afetar diretamente a segurança da aviação e gerar impactos operacionais e financeiros.

Quem colocou os drones no ar?

Essa é uma das perguntas que ainda precisam ser respondidas.

A concessionária informou que as autoridades competentes foram acionadas após a identificação dos equipamentos. Até o momento, não havia informação de prisão dos responsáveis pelo sobrevoo.

A investigação deverá tentar identificar quem operava os drones, de onde eles foram lançados e se houve intenção de provocar a interrupção dos voos.

Entenda o que aconteceu

19 de agosto, à noite: drones são identificados nas proximidades das pistas do Aeroporto de Guarulhos.

21h37: pousos e decolagens são interrompidos por medida de segurança.

Durante a interrupção: voos são desviados para outros aeroportos.

22h07: as operações são retomadas.

20 de agosto: autoridades continuam apurando quem operava os drones e como os equipamentos chegaram à área de segurança do aeroporto.

O caso chama atenção para um problema que vai muito além do transtorno causado aos passageiros. Um drone não autorizado perto de uma pista pode obrigar o maior aeroporto do país a interromper suas operações para evitar um acidente.

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