André do Prado pede cautela antes de votação do fim da escala 6×1 e alerta para risco de demissões

Presidente da Alesp e candidato ao Senado por São Paulo defendeu mais diálogo com trabalhadores, sindicatos e setor produtivo antes da análise da PEC no Senado.
Redação NC News
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O fim da escala 6×1 ganhou mais um capítulo no debate político nesta sexta-feira (21). Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e candidato ao Senado pelo PL, André do Prado afirmou que a votação da proposta no Senado deveria esperar um pouco mais para que o texto seja discutido com a sociedade e, principalmente, com o setor produtivo.

Prado afirmou ser favorável a medidas que ampliem o tempo de descanso dos trabalhadores, mas defendeu cautela na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

“Tudo aquilo que for a favor do trabalhador é importante nós avançarmos e aprovarmos projetos que beneficie o trabalhador, para que eles possa estar mais tempo com sua família, ter mais lazer.”

Na sequência, porém, o deputado estadual fez uma ressalva sobre a velocidade da tramitação.

“Nós temos que ter responsabilidade também nessa PEC, para estar ouvindo mais a sociedade, o setor produtivo.”

O alerta feito por André do Prado

Para o presidente da Alesp, uma mudança aprovada rapidamente pode provocar efeitos negativos no mercado de trabalho.

Prado afirmou que existe o risco de demissões em massa caso empresas não tenham tempo suficiente para se adaptar às novas regras.

A posição defendida pelo parlamentar é que o debate envolva não apenas empresários, mas também trabalhadores e sindicatos, em busca de um modelo que considere os diferentes interesses envolvidos.

“A aprovação de um projeto de uma forma rápida pode até prejudicar o trabalhador, pode haver demissões em massa por conta do setor produtivo.”

PEC já está no radar do Senado

A discussão ocorre justamente no momento em que o Senado voltou a movimentar a proposta que trata do fim da escala 6×1.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou em 14 de agosto que vai despachar a PEC que trata do tema. A proposta estava parada na Casa desde maio, depois de avançar rapidamente na Câmara.

O texto em discussão prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com uma transição de 14 meses.

A mudança seria feita em duas etapas: primeiro, duas horas seriam reduzidas da jornada após 60 dias da promulgação. Depois, outras duas horas seriam retiradas 12 meses mais tarde.

Disputa eleitoral entra no debate

Além da preocupação com os impactos econômicos, André do Prado criticou a possibilidade de que a votação seja acelerada por causa das eleições de 2026.

Para o candidato ao Senado, o tema não deveria ser tratado como uma disputa eleitoral.

A declaração coloca a discussão sobre a escala 6×1 dentro de um cenário político mais amplo. O fim desse modelo de jornada se tornou uma das pautas trabalhistas de maior repercussão no Congresso e passou a ser explorado por diferentes grupos políticos.

O que está em jogo

Hoje, a jornada prevista na legislação permite até 44 horas semanais, normalmente distribuídas em seis dias de trabalho e um dia de descanso.

A proposta em discussão pretende reduzir esse limite e ampliar o período de descanso dos trabalhadores.

O debate, porém, envolve diferentes pontos: qual será o impacto para empresas, salários, preços, empregos e produtividade?

É justamente nessa discussão que André do Prado defende mais tempo para negociação.

Para o parlamentar, a aprovação precisa considerar tanto a melhoria da qualidade de vida do trabalhador quanto a capacidade de adaptação das empresas.

Entenda o contexto

A PEC do fim da escala 6×1 avançou na Câmara e agora depende da tramitação no Senado. O governo federal considera o tema prioritário, enquanto parlamentares e setores produtivos discutem os possíveis efeitos da mudança.

André do Prado defende que a proposta seja debatida com mais profundidade antes da votação e afirma que trabalhadores, sindicatos e empresários precisam participar da construção do texto.

O tema deve continuar no centro das discussões do Congresso nas próximas semanas — e também promete ganhar espaço na disputa eleitoral de 2026.

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